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Correio da Manhã

Portugal
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Homicida apaga provas

Artur Gomes, de 46 anos, diz que atirou cartão multibanco de Odete Castro para o lixo.
Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo 2 de Novembro de 2014 às 00:45
Artur Gomes foi levado a tribunal pelos inspetores da Judiciária
Artur Gomes foi levado a tribunal pelos inspetores da Judiciária FOTO: Ana Isabel Fonseca

Artur Gomes, de 46 anos, apagou todas as provas que o ligavam à morte de Odete Castro, assassinada em março de 2012, em Joane, Famalicão. O suspeito – que confessou dois homicídios – relatou à PJ de Braga que logo após o crime desfez-se de tudo o que na altura o pudesse incriminar. Entre os objetos que foram eliminados estaria o cartão multibanco da idosa. Artur garante que depois de fazer levantamentos atirou o cartão para um caixote do lixo.

O CM sabe que o homem – que confessa um crime pelo qual já existe um jovem preso – já não tem também em sua posse nenhum dos bens que diz ter retirado da casa da mulher. Garante que levou dinheiro e que o entregou todo à mulher Júlia Paula, que também está presa.

As autoridades têm assim apenas a palavra de Artur, que garante que foi ele, e não Armindo Castro, a assassinar Odete. Os pormenores que o homem dá do crime correspondem ao que realmente aconteceu. O homicida confesso conseguiu indicar as caixas multibanco onde fez os levantamentos. Disse ainda que assassinou Odete com um pau, no assalto. Artur é ainda suspeito da morte de Sónia Soares, de 39 anos, em Felgueiras.

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