Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Duplo homicida apanha 25 anos de prisão

Assassinou Alexandra Neno e Diogo Ferreira em 2008.
28 de Novembro de 2014 às 11:34
O homem acusado de matar Alexandra Neno e Diogo Ferreira, em 2008, foi condenado a 25 anos de prisão, pena máxima em Portugal e a uma indemnização que ultrapassa os 300 mil euros às famílias das vítimas. Paulo Jorge Almeida entregou-se voluntariamente às autoridade, há um ano, tendo depois ficado em prisão preventiva.

O homem acusado de matar duas pessoas em Loures e Oeiras em 2008 foi esta sexta-feira condenado a 25 anos de prisão no Tribunal de Comarca Lisboa Norte, em Loures, depois de o Ministério Público pedir 25 anos de prisão.

Paulo Jorge Almeida, hoje com 36 anos, entregou-se voluntariamente às autoridades em novembro de 2013 para confessar os crimes, estando em prisão preventiva desde então.

O arguido terá matado Alexandra Neno no estacionamento junto ao condomínio onde a mulher vivia, na urbanização Real Forte, em Sacavém, concelho de Loures, no dia 29 de fevereiro de 2008. Será também o presumível autor da morte do jovem Diogo Ferreira, no parque de estacionamento de um centro comercial de Oeiras, já na madrugada de 1 de março.

Nas alegações finais, que decorreram a 6 de novembro, a procuradora do Ministério Público (MP) pediu pena máxima para o autor confesso do duplo homicídio, considerando que os crimes cometidos "conscientemente" demonstram "uma monstruosidade impar".

"Em primeiro interrogatório judicial disse que fez o que está na acusação. Em julgamento teve uma postura completamente diferente, tentando uma vitimização e desculpabilização total e completa. Se quisesse suicidar-se tê-lo-ia feito. Ter uma arma dava-lhe adrenalina, como disse ao juiz de instrução criminal", alegou a procuradora Maria da Luz Martins.

Negou intenção de matar

Na primeira sessão do julgamento, a 17 de setembro, o homem negou a intenção de matar, dizendo que quando saiu de casa armado o seu objetivo era suicidar-se.

O arguido explicou ao tribunal que abordou Alexandra Neno apenas para "conversar", no momento em que a vítima estava ao telemóvel à entrada da garagem, enquanto ao juiz de instrução criminal assumiu que apontou a arma e lhe pediu o telemóvel.

No caso da morte de Diogo Ferreira, no parque de estacionamento do centro comercial Oeiras Parque, o homem disse ao coletivo de juízes que, ao ser avistado pela vítima e por um amigo deste, quando tentava "danificar" exteriormente a viatura do seu chefe "por vingança", efetuou um disparo para o ar.

O advogado do arguido defendeu, por seu lado, uma pena inferior aos 25 anos, alegando imputabilidade diminuída do seu constituinte, o qual, indicou, é "doente mental" e necessita de tratamento.

O arguido responde ainda por tentativa de homicídio, por disparar sobre um automobilista na zona das Amoreiras, em Lisboa.

Paulo Jorge Almeida está acusado pelo MP de três homicídios qualificados, um na forma tentada, de um crime de roubo e outro de furto, ambos na forma tentada, e de um crime de detenção de arma proibida.

Tribunal de Comarca Lisboa Norte Paulo Jorge Almeida Alexandra Neno sentença
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)