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Correio da Manhã

Portugal
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DURÃO INAUGURA CENTRAL HIDROELÉCTRICA DO ALQUEVA

O primeiro-ministro Durão Barroso inaugura esta quarta-feira a Central Hidroeléctrica da Barragem de Alqueva, depois de uma fase de testes iniciada em Novembro do ano passado.
5 de Maio de 2004 às 14:51
DURÃO INAUGURA CENTRAL HIDROELÉCTRICA DO ALQUEVA
DURÃO INAUGURA CENTRAL HIDROELÉCTRICA DO ALQUEVA
Equipada com dois circuitos hidráulicos e com dois grupos produtores reversíveis de eixo vertical com válvula cilíndrica, a central canaliza para a Rede Eléctrica Nacional cerca de 260 megawatts por hora.
De acordo com um comunicado da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva), a energia produzida pela central, tipo “pé-de-barragem”, é suficiente para abastecer todo o distrito de Beja, incluindo consumos agrícolas, industriais, domésticos e serviços.
“No conjunto das 27 grandes hídricas nacionais, a Central de Alqueva – única hidroeléctrica a sul do País – é a terceira maior em potência instalada e a oitava em termos de produtividade média anual”, refere o documento.
DURÃO: ALQUEVA É ESSENCIAL
O primeiro-ministro, Durão Barroso, considerou que a Central Hidroeléctrica de Alqueva, no Alentejo, é "essencial" para garantir a autonomia energética de Portugal e para a concretização do Mercado Ibérico de Electricidade (Mibel).
"É uma infra-estrutura que vai permitir, por lógica, uma melhor complementariedade das redes eléctricas de Portugal e Espanha e garantir, com mais segurança, o nosso abastecimento energético e a competitividade da economia nacional", declarou.
PREOCUPAÇÕES DOS AMBIENTALISTAS
Neste momento a água da barragem alcançou a cota 148 acima do nível médio das águas do mar, tendo sido submersos mais de três mil hectares de áreas florestadas, o equivalente a 3.000 campos de futebol.
De acordo com José Paulo Martins, da associação ambiental Quercus, esta subida das águas fez com que se perdessem várias espécies animais e vegetais únicas na Península Ibérica.
Os ambientalistas estão também preocupados com a decomposição das árvores que ficaram submersas, alegando que isso pode ser prejudicial para a qualidade da água.
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