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Correio da Manhã

Portugal

"É um grande denunciante que deve ser protegido": Rui Pinto continua disponível para cooperar com as autoridades

Francisco Teixeira da Mota, advogado do pirata informático português, revelou que sente orgulho ao defender Pinto.
Correio da Manhã 14 de Fevereiro de 2020 às 16:32
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"É um grande denunciante que deve ser protegido": Rui Pinto continua disponível para cooperar com as autoridades

Numa conferência de imprensa com o tema "Rui Pinto - o denunciante dos Football Leaks e dos Luanda Leaks", os advogados do pirata informático voltaram a sublinhar que o hacker português continua disponível para colaborar com as autoridades portuguesas.

"Sem as pessoas como Rui Pinto as pessoas ficam privadas de saber as redes de corrupção e lavagem de dinheiro que existem na sociedade", sublinhou Francisco Teixeira da Mota na conferência desta sexta-feira num hotel em Lisboa. 

O advogado revelou o orgulho que sente ao defender Rui. "Ele mantém a mesma disposição de colaborar com as autoridades portuguesas na luta contra a corrupção e a lavagem de dinheiro. Continua disposto e aberto no sentido de cooperar com as autoridades nacionais e internacionais", referiu.

O advogado francês, William Bourdon, que trabalhou com Rui Pinto na colaboração com o Ministério Público (MP) francês, afirmou que o pirata português é "um grande denunciante que deve ser protegido", e não um "delinquente" como muitas vezes é retratado.
"É assim que ele é entendido por procuradores da Europa no âmbito do Eurojust", acrescentou. 

Bourdon pondera chamar outros denunciantes como testemunhas para o julgamento do hacker. "Não estamos preocupados se Rui Pinto é ou não é hacker porque os denunciantes têm sempre necessidade, para revelar os factos, de violar a lei ou as regras, para os trazer ao conhecimento público", defendeu o francês, que referiu ser este um caso único na Europa: "O seu lugar é em liberdade, ao pé dos seus. Não há, na Europa, nenhum denunciante que esteja em prisão preventiva há quase um ano, como ele se encontra".

Para além dos advogados, estiveram também presentes o diretor do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), o editor de Mediapart, Edwy Plenel, em representação do Consórcio Internacional de Jornalistas, Stefan Candea, coordenador do European Investigative Collaboration, Henri Thulliez, diretor da Plataforma de Proteção dos Denunciantes em África e a diretora executiva da "The Signals Network", Delphine Halgand-Mishra.

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