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Correio da Manhã

Portugal
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É uma dor que não vou largar

É uma dor que nunca vou largar e me vai acompanhar até à morte”, disse ontem ao CM a avó materna da menina de dez anos que foi violada há uma semana junto ao cemitério de Cambres, concelho de Lamego. O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária e está em prisão preventiva, mas a sua detenção não trouxe alívio aos moradores.
6 de Setembro de 2005 às 00:00
A avó ainda não teve coragem para encarar a menina
A avó ainda não teve coragem para encarar a menina FOTO: Iolanda Vilar
Magnífica Pinheiro, avó da menina, ainda está em choque com a tragédia que lhe bateu à porta de casa e ainda nem conseguiu falar “nesse assunto” à filha nem a outro membro da família.
“Ainda não tive coragem para encarar a minha querida menina e só ela é que poderá dizer o que sofreu”, referiu a mulher, que não consegue esconder um certo “sentimento de culpa” pelo que aconteceu naquela tarde de sábado.
“Se eu estivesse em casa, a minha neta não teria ido à minha procura ao cemitério”, contou Magnífica Pinheiro, adiantando que, no dia da alegada violação, tinha combinado com a menina visitar a campa de um familiar, por isso ela a foi procurar no cemitério.
A alegada violação da menina, que, como o CM noticiou, ocorreu no dia 27 de Agosto, numa zona erma e com algum arvoredo, junto ao cemitério, deixou em estado de choque a povoação de Cambres.
O suspeito, de 24 anos, reside na povoação e foi detido pela Polícia Judiciária no sábado passado, aguardando julgamento em prisão preventiva.
A sua detenção não trouxe alívio aos moradores, que ainda se mostram em estado de choque.
“Estou profundamente chocado e temo pela segurança das minhas netas, que costumam brincar à vontade na rua”, disse ontem Fernando Silva, adiantando que “apesar de o sujeito estar atrás das grades, cresce a insegurança e fico com medo só de pensar que possa haver mais como ele”.
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