Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

Edmundo Martinho “surpreendido” com números de pobreza infantil

O presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, considerou esta terça-feira que os números que apontam para duas em cada cinco crianças viverem situação de pobreza não correspondem aos valores reais e mostrou-se "surpreendido" com esses valores.
31 de Maio de 2011 às 19:52

Segundo avançou ontem o jornal ‘Público’, citando um estudo encomendado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza, ou seja, 40 por cento. Segundo o diário, os critérios do estudo desenvolvido pela equipa de  investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, não compreendem somente a condição financeira das crianças, mas também as condições de vida e o bem-estar, critérios que evidenciam a situação de "privação" dos menores.  

Edmundo Martinho disse hoje à agência Lusa desconhecer ainda os resultados do estudo, que será  somente apresentado na quarta-feira, mas adiantou não serem estes os valores reais trabalhados pela instituição. “A informação de que dispomos, uma informação consistente, continuada ao longo dos anos e acompanhada do ponto de vista dos indicadores da pobreza, não apontam nada para números sequer próximos daqueles. Foram uma surpresa e penso que há ali alguma coisa que não corresponde àquilo que é a metodologia que tem vindo a ser utilizada", disse.

O responsável considerou que estes valores resultam de uma diferença de critérios de estudo e que "tem havido um conjunto de medidas ao longo dos anos que têm permitido minimizar muito a situação de pobreza, sobretudo a pobreza associada à dimensão monetária".  

"Há outras situações de privação e eu penso que é por aí que o estudo avança, que acrescentam intensidade a este fenómeno. Portugal, como todos os países da União Europeia, tem um problema que é importante de pobreza infantil. Mas muito longe daqueles [números]", explicou.  

"Temos dados da Eurostat, que é a entidade que tem a autoridade europeia para fazer este tipo de avaliações, de dados de pobreza infantil, que não apontam nem de perto para aqueles valores. E são esses que regem e que orientam a intervenção das entidades públicas. Aquele número não corresponde a nenhum indicador relativamente àqueles valores pelos quais nós trabalhamos", adiantou.

edmundo martinho segurança social pobreza crianças números
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)