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Correio da Manhã

Portugal

Educação Especial perdeu 53 milhões

Fenprof denunciou ilegalidades no apoio aos alunos.
Bernardo Esteves 30 de Setembro de 2015 às 14:22
Número de alunos com NEE em Portugal quase duplicou e situa-se em 78 mil
Número de alunos com NEE em Portugal quase duplicou e situa-se em 78 mil FOTO: Getty Images

A Fenprof acusou o Governo de reduzir o orçamento da Educação Especial em 53 milhões de euros, cortando no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE). A estrutura sindical de professores revelou esta quarta-feira os resultados de um levantamento que realizou em 202 agrupamentos/escolas e denunciou diversas situações ilegais.

O número de alunos com NEE quase duplicou e situa-se em 78 mil, mas o número de professores de Educação Especial não aumentou na mesma proporção. A Fenprof denunciou casos de escolas onde cada professor de Educação Especial tem 30 alunos. Muitos alunos têm apenas meia hora por semana de apoio, o que é insuficiente.

"Neste processo de elitização do ensino, o Ministério da Educação está a discriminar os alunos com NEE. É uma vergonha", disse Mário Nogueira, numa conferência de imprensa, em Lisboa, acusando o Ministério de "mentir descaradamente" quando insiste em negar a existência de cortes neste sector. A associação sindical denunciou ainda inúmeros casos de escolas onde alunos com NEE de carácter permanente estão integrados em turmas com mais de 20 alunos, numa violação da lei.

Joaquim Cardoso, da Associação Portuguesa de Deficientes, presente na conferência de imprensa, não escondeu a sua revolta, acusando o Governo de promover um retrocesso no apoio às pessoas com deficiência e desafiando o ministro Nuno Crato para um debate.

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