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Correio da Manhã

Portugal
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“Ela insistiu em dar-me dinheiro”

Paulo Martins está acusado de inventar advogados e forjar processos judiciais para extorquir mais de 135 mil euros a uma cirurgiã de Oliveira de Azeméis. Ontem, no início do julgamento, disse ser inocente.
6 de Setembro de 2011 às 00:30
Paulo Martins a entrar, ontem de manhã, no Tribunal de Oliveira de Azeméis
Paulo Martins a entrar, ontem de manhã, no Tribunal de Oliveira de Azeméis FOTO: Manuel Viroeiano

Preso há oito anos por crimes de burla, Paulo, de 41 anos, nem precisou de sair da cadeia para enganar a médica Maria de Fátima, de 48, com quem trocava cartas de amor. "Ela queria casar-se comigo. Eu nunca lhe pedi nada, foi ela que insistiu", afirmou o arguido. No centro do esquema está um advogado inventado, usado para dar credibilidade à burla. O estratagema envolveu uma outra mulher, Sofia Raquel, de 32 anos, residente em Águeda, e nomes como o do bastonário da Ordem do Advogados. Era Sofia que recebia os cheques e os depositava numa conta pessoal.

"Enviei vários cheques para o escritório do doutor Marinho Pinto, que depois foram depositados na conta da Sofia Raquel", afirmou ao tribunal Maria de Fátima.

Ao CM, Marinho Pinto confirma a recepção dos cheques que, segundo ele, tinham como destino outra pessoa. "Fui advogado do senhor Paulo Martins e recebi cheques para serem entregues a outra pessoa, e assim o fiz", explicou. O procurador pede pena de cadeia para o arguido.

OLIVEIRA DE AZEMÉIS CIRURGIÃ PAULO MARTINS
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