Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

ELES DIZEM O QUE QUEREM

Primeiro foi a polémica com a cantora Madonna, agora o problema são lugares de estacionamento. A Igreja Maná diz-se vítima de perseguição.
21 de Agosto de 2004 às 00:00
Situada na zona de Alvalade, a sede da Igreja Maná precisa, diz o seu líder, Jorge Tadeu, de parqueamento para acabar com o que considera ser um caos ao fim-de-semana na rua João Saraiva: “Estão sempre a entrar e a sair pessoas. Há mais de um ano e meio que pedimos estacionamento”.
Porque não obteve resposta, “depois de enviar duas cartas para que a autarquia desse a conhecer a sua posição”, a Igreja decidiu pedir explicações nas imediações da Câmara Municipal de Lisboa. “Fomos então com um grupo de pessoas para saber quando nos recebiam. Mandaram-nos à EMEL [Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa], mas o funcionário que estava lá disse que não era nada com eles”.
Sem resposta e sem estacionamento, Jorge Tadeu passa ao ataque alegando que “o pessoal da Câmara mentiu à Igreja” e, por isso, se sentem “revoltados”. O director municipal de tráfego, Álvaro de Castro, é o principal alvo das acusações. No entanto, o líder Maná identifica o que diz serem os seus perseguidores: “Quem nos anda a perseguir são pessoas que têm a faca e o queijo na mão. São governantes e eles fazem e dizem o que querem”.
Álvaro de Castro defende-se: “A única carta que veio às minhas mãos foi a solicitar parqueamento. E esse processo ainda está a decorrer”.
Ver comentários