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Correio da Manhã

Portugal
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Em busca dos criminosos nas cassetes de segurança

O homicídio de Vítor Silva, o taxista assassinado na madrugada de sexta-feira em Agualva, concelho de Sintra, ou a fuga dos criminosos, poderá ter sido captada pelos sistemas de videovigilância das empresas ali sedeadas.
14 de Agosto de 2005 às 00:00
O corpo de Vítor Silva foi transportado ontem para a Igreja da Reboleira, para ser velado
O corpo de Vítor Silva foi transportado ontem para a Igreja da Reboleira, para ser velado FOTO: Jorge Paula
É que na zona industrial no Alto de Colaride, em Agualva, são vários os armazéns que possuem sistema de videovigilância. A Polícia Judiciária está já a analisar as imagens recolhidas e tem grandes esperanças de, através deste expediente, apurar o número de suspeitos e as suas caraterísticas. Pistas que podem vir a ser comparadas com os testemunhos dos colegas de trabalho de Vítor Silva, que viram o taxista partir pela última vez com “dois ou três clientes de pronúncia brasileira”.
Vítor Silva, de 54 anos, foi encontrado morto, anteontem de madrugada, por um homem que passava na zona industrial no Alto do Colaride. Foi visto pela última vez junto à estação da CP de Monte Abraão/Queluz, quando recolheu dois ou três clientes. Vítor era taxista há apenas uma semana, tendo entrado na profissão para fazer as férias de um motorista da Taxintra.
O corpo de Vítor Silva foi autopsiado na tarde de sexta-feira. Ontem foi levado para a Igreja da Reboleira, Amadora, para ser velado. O funeral está marcado para as 13h30 de hoje, no cemitério da Amadora.
Contactado pelo CM, Jorge Fernandes, presidente da Taxintra, apelou a todos os taxistas que compareçam no funeral do colega. O responsável afirma que os homicídios de Vítor e do motorita de táxi que, há dois meses, foi assassinado no Porto, só revelam “a necessidade de regulamentar o diploma que implementa sistemas de segurança nos taxis”. “Ser taxista é ter uma profissão de risco”, disse.
LEI POR REGULAMENTAR HÁ SETE ANOS
SOS
A lei 6/98, de 31 de Janeiro, que continua por regulamentar, prevê a criação de um serviço de alerta, a cargo da PSP, através de um sistema de comunicações via satélite (GPS) e SOS rádio.
SEPARADOR
O separador no interior do carro, para que não exista contacto entre passageiro e condutor, poderá ser, segundo a lei, parcialmente comparticipado. Actualmente custa 1500 euros.
PEDIDO
No último dia 2, os taxistas foram recebidos pelo secretário de Estado da Administração Interna. Pediram, mais uma vez, a regulamentação da lei, para a sua própria segurança.
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