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Correio da Manhã

Portugal
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Em seis minutos já estão no ar

O tempo de prontidão das brigadas helitransportadas, sejam os Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, sejam os Grupos de Primeira Intervenção dos Bombeiros, está entre os três e os seis minutos, salientou ontem o vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tenente-coronel Pereira Leitão.
14 de Junho de 2006 às 00:00
A prontidão das brigadas de intervençao situa-se entre os três e os seis minutos
A prontidão das brigadas de intervençao situa-se entre os três e os seis minutos FOTO: Paulo Novais/Lusa
Com praticamente um mês de actividade, a interacção entre GNR e Bombeiros tem-se mostrado frutuosa, com um forte empenho dos militares, acrescentou aquele responsável.
“Não tem havido problemas entre os bombeiros e os GIPS, mas ainda é cedo para se fazer uma avaliação”, disse por seu turno o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, acrescentando: “Prevejo problemas quando houver vários grandes incêndios em simultâneo, de que resulte uma grande pressão sobre a gestão de pessoal.”
No balanço semanal dos incêndios florestais, entre 4 e 11 de Junho, registaram-se alguns incêndios que deflagraram em locais de risco mais elevado, o que, segundo Pereira Leitão, mostra que “Portugal sem fogos depende de todos nós”.
MENOR RISCO ATÉ DIA 20
O mês de Junho tem registado, à escala nacional, maior risco de fogos florestais em relação ao mesmo mês do ano anterior, por causa do aumento dos valores médios da temperatura, bem como pelo descréscimo dos valores médios de humidade relativa, disse o vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tenente-coronel Pereira Leitão.
No entanto, de hoje e até dia 18 prevê-se condições de tempo menos favoráveis a focos de incêndios florestais, situação que se alterará a partir do dia 20 de Junho, com a subida gradual das temperaturas e o regresso do tempo mais seco.
ÚLTIMA SEMANA
1544 ocorrências entre 4 e 11 de Junho, envolvendo 8952 combatentes e 3649 veículos.
109 missões dos meios aéreos, na segunda semana de Junho, desempenhados por um total de 12 helicópteros e dez aviões.
280 incêndios ocorreram a 4 de Junho. Envolveram 2814 combatentes, 716 veículos e seis pelotões militares.
3854 ocorrências já foram registadas dede o início da fase ‘Bravo’, a 15 de Maio, sendo empenhados 33 592 combatentes.
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