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Correio da Manhã

Portugal
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Embriaguez levou a agressão mortal

Dois socos deitaram por terra João Banza, que aguardava por um amigo junto a uma caixa multibanco, na rua de Santos-o-Velho, Lisboa, na madrugada de quinta-feira. A forte pancada da cabeça na calçada fê-lo ficar inconsciente – pode ter rebentado um aneurisma já existente –, vindo a falecer no hospital, já na sexta-feira à noite. A princípio pensou-se numa tentativa de assalto ao hoquista da Associação Desportiva de Oeiras (ADO), mas, ouvidas as testemunhas, essa hipótese foi posta de lado.
25 de Outubro de 2009 às 00:30
João Banza vivia com a namorada em Odivelas. Desde Junho que representava a ADO. Familiares e amigos estão inconsoláveis
João Banza vivia com a namorada em Odivelas. Desde Junho que representava a ADO. Familiares e amigos estão inconsoláveis

Segundo apurou o CM junto de fontes policiais, João Banza Rodrigues regressava da festa de aniversário do amigo que o acompanhava. Aproveitara o facto de estar de folga dos treinos – todas as quartas-feiras.

Visivelmente embriagado, lançou insinuações sobre as pessoas que esperavam na fila para levantar dinheiro. Seguiu-se uma acesa troca de palavras e um primeiro soco de um dos elementos desse grupo ao hoquista, de 28 anos. João Banza caiu e foi no momento que se preparava para responder à agressão que levou o segundo murro – batendo com a cabeça no chão e ficando inanimado. Recorde-se que tal como o CM avançou ontem, na PSP, que tomou conta da ocorrência, não constava nenhuma referência a uma tentativa de assalto. O agressor abandonou o local, não tendo conhecimento das consequências.

Segundo fonte do H. de S. José, o desportista tinha um aneurisma cerebral, que terá rebentado com a força da pancada, fazendo-o cair no chão, inanimado.

Os pais e a mulher do hoquista recusam-se a prestar declarações, estando inconsoláveis com a tragédia. Já os amigos estão perplexos com a morte do colega. “Calhou-me a tarefa mais dura: dar a notícia da morte do nosso jogador. Foi horrível. Toda a equipa chorou”, desabafa Paulo Garrido, treinador da equipa de hóquei em patins da ADO.

PORMENORES

FESTA

O treinador da equipa disse que na terça-feira à noite o hoquista esteve com os colegas numa festa. Foi a última vez que o viram.

FUNERAL

O funeral realiza-se na terça-feira. Corpo será cremado no cemitério dos Olivais.

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