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Correio da Manhã

Portugal
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Emigrante torturado e executado

Um emigrante português foi torturado e executado quando preparava uma viagem de negócios entre Joanesburgo, África do Sul, onde morava, e Moçambique.
14 de Agosto de 2005 às 00:00
Crime na África do Sul
Crime na África do Sul FOTO: d.r.
O crime, com contornos macabros, terá ocorrido a 29 de Julho, mas o corpo de Carlos Jorge Sousa, de 47 anos, encontrado com as mãos amarradas, só foi identificado quase uma semana depois. O funeral realizou-se esta quarta-feira. Segundo apurou o CM, dois homens, empregados do português, foram já detidos por suspeita de envolvimento no crime. Mais detenções podem ocorrer nos próximos dias.
Carlos Jorge, natural de S. Vicente, Madeira, estava na África do Sul há 24 anos. “Ele tinha um pequeno comércio e uma oficina de automóveis em Joanesburgo”, explicou Manuel António, cunhado da vítima. No final de Julho, uma viagem de negócios a Moçambique acabou da pior forma.
De acordo com fontes da comunidade portuguesa na África do Sul, terá sido um telefonema para casa da mulher, de quem estava separado, a dar o alerta. “Não te falta nada em casa?”, terá perguntado a voz. Preocupada, a mulher deslocou-se a casa do ex-marido e encontrou o passaporte de Carlos – sinal de que, afinal, não tinha viajado para Moçambique.
Carlos tinha duas filhas, uma de 15 anos e outra de 19 anos. O corpo, com várias marcas de violência, foi encontrado a 4 de Agosto, semi-enterrado na berma da auto-estrada Joanesburgo/Maputo, com as mãos amarradas e uma ferida de bala na cabeça. Tinha sido executado.
A investigação permitiu já a detenção de dois suspeitos, ambos empregados do emigrante. Segundo representantes da comunidade portuguesa, outros três homens poderão estar envolvidos.
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