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Correio da Manhã

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Emoção na hora da partida para o Kosovo

Marcados pela emoção da despedida, os primeiros 38 militares do 3.º batalhão de pára-quedistas do Exército partiram ontem para o Kosovo, em missão de seis meses. De lá, chegam-lhes notícias de que a situação “está calma”. “Calma, mas volátil”, explica o tenente-coronel Carlos Sobreira, comandante do batalhão. É que a violência pode despertar a qualquer altura.
6 de Setembro de 2005 às 00:00
Os militares partiram com desejos de um regresso rápido e seguro
Os militares partiram com desejos de um regresso rápido e seguro FOTO: Sérgio Lemos
Os restantes 262 elementos do batalhão seguem viagem na próxima semana. A vida destes homens será facilitada, ou não, consoante uma decisão das Nações Unidas.
A explicação é simples, segundo o tenente-coronel Carlos Sobreira: “Nos próximos meses, vai estar em cima da mesa a discussão sobre o estatuto do Kosovo e a independência daquela província”. E nessa altura, diz, “poderão haver formas de pressão e violência – mas é com base nesse cenário que nos preparámos nos últimos meses”.
Com o coração ‘apertado’, mas também preparadas, estão as famílias dos militares, conforme contaram ontem de manhã ao CM na sala de embarque do aeroporto militar de Figo Maduro. “É sempre complicado. Ele já teve várias missões internacionais, mas é sempre como se fosse a primeira – fico com o coração nas mãos”, confessa Magda, 28 anos, mulher do primeiro sargento Paulo Máximo. A mulher do major Luís Marino, Paula, de 39 anos, não tem dúvidas: “É a vida que ele escolheu, só tenho que respeitar e apoiar”.
Mas nem só de homens vive o Exército. Ana Santos e Susana Lourenço, 29 e 43 anos, partiram ontem para uma missão que encaram com “muita confiança”. Dia 14, seguem mais nove mulheres.
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