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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

“Emoldurar acórdãos”

António Pragal Colaço, advogado de Dantas da Cunha, sobre nova condenação de João Vale e Azevedo

03 de julho de 2013 às 00:50

Correio da Manhã – Como vê a condenação de Vale e Azevedo a 10 anos de prisão no caso do Benfica?

António Pragal Colaço – A condenação não me surpreende, apenas o tempo que demorou. Haver uma condenação de Vale e Azevedo, que terá de pagar mais de sete milhões de euros ao Benfica, é muito bom. Agora vamos ver os recursos que ele vai interpor e esperar que não demore mais tempo a transitar em julgado. Mas o Benfica não vai conseguir receber nada porque ele não tem bens.

– Foi feita justiça?

– Durante muitos anos, Vale e Azevedo conseguiu demover muita gente. Ainda consegue. Passados todos estes anos, conseguir tirar-lhe a capa, mostrar que há ali uma pessoa com uma relação muito complicada, para não dizer quase inexistente, com a verdade, é bom. Os prejuízos patrimoniais que ele causou deverão totalizar os 100 milhões de euros e dariam para diminuir o défice orçamental.

– Apesar de ter sido condenado no caso Dantas da Cunha, Vale e Azevedo ainda não pagou a indemnização...

– São dois acórdãos com um fim trágico. Com juros, são 26 milhões de euros de dívida, uma fortuna. Serão dois acórdãos que mandarei emoldurar

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