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Correio da Manhã

Portugal

Empresário chinês arrisca 25 anos por fogo mortal no Porto

Chenglong Li está acusado da morte de António Gonçalves.
Manuel Jorge Bento 2 de Setembro de 2020 às 08:15
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Empresário chinês arrisca 25 anos por fogo mortal no Porto

Chenglong Li, o empresário chinês de 25 anos acusado de ser o autor moral do incêndio que matou António Gonçalves, de 55, no 3º piso de um edifício da rua Alexandre Braga, no centro do Porto, a 2 de março do ano passado, arrisca a pena máxima de 25 anos de prisão. Responde por homicídio qualificado, cinco tentativas de homicídio, incêndio, tentativa de extorsão e branqueamento. O julgamento começará esta terça-feira, no Tribunal de S. João Novo.

O arguido, portador de um Visto Gold, era o dono do prédio. Segundo a acusação, pretendia que a única família a residir no edifício saísse e, como esta recusava - apesar de várias ameaças -, decidiu planear um despejo à lei do fogo. As chamas terão sido ateadas por Alberto Abreu e Nuno Marques. Ambos estão também acusados de homicídio qualificado, cinco tentativas de homicídio - a idosa de 89 anos que era arrendatária, os filhos e o casal que morava no topo do edifício contíguo e que perdeu tudo para o fogo -, incêndio e tentativa de extorsão.

"Assassinaram o meu irmão. E nós estamos cá porque tivemos sorte, senão também tínhamos ido", disse ao CM Adão Gonçalves, sobrevivente e irmão da vítima mortal. "Quando for feita justiça, vou lá [ao cemitério] falar com ele e contar o que foi feito para ele, onde estiver, descansar em paz. E nós também", referiu, emocionado.

Interrogado pela PJ do Porto, em abril de 2019, Chenglong Li disse que nada sabia sobre o fogo mortal. No recurso, o seu advogado considerou a acusação "mera especulação".

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