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Correio da Manhã

Portugal
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Empresário perde 22 mil euros em cheques

Um empresário de Casal de Cambra, Sintra, apresentou queixa no Ministério Público contra um indivíduo que, diz, terá falsificado pelo menos três cheques da sua empresa destinados a fornecedores. Os cheques, diz José Palma, “foram roubados do interior de dois marcos de correio colocados no exterior dos CTT de Casal de Cambra”, e entretanto retirados.
28 de Maio de 2006 às 00:00
O desvio de cheques custou a José Palma 22 mil euros
O desvio de cheques custou a José Palma 22 mil euros
Além disso, o queixoso considera que os cheques foram “irregularmente” pagos pelo banco, uma vez que estavam rasurados “de forma grosseira” e, num caso, indevidamente preenchidos pelo depositante.
Foi em Outubro que José Palma recebeu os primeiros telefonemas. “Ao início, nem desconfiei, mas quando a situação de repetiu, decidi perceber o que se estava a passar”, diz o gerente da Equiespaço, uma empresa de design de interiores.
E, quando lhe chegaram às mãos as cópias dos seus cheques, nem queria acreditar. “Um cheque passado a uma empresa chamada Didex foi rasurado e emendado de modo a estar à ordem de alguém chamado Dixadino. E depositado na conta de uma terceira pessoa, cuja assinatura não consta do cheque”, diz.
Sucedeu o mesmo com outros três cheques – embora estivessem assinados pelo titular da conta onde foi efectuado o depósito – o que permitiu identificar o autor do desvio. Ao todo, o empresário diz ter ficado sem 22 mil euros, sendo que 1800 acabaram por lhe ser repostos pelo banco. “Isto não pode ser. O banco não teve o minímio de cuidado. Caso contrário, não teria pago aquele dinheiro”, lamenta José Palma.
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