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Correio da Manhã

Portugal
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Empresário sobrevive a dezoito facadas

Um empresário de S. João de Ver, Santa Maria da Feira, ainda não sabe como sobreviveu a 18 facadas na madrugada de sábado, quando foi atacado por vários indivíduos que o esperavam à entrada de casa. "Foi um milagre. Nem sei como estou vivo. Quando cheguei ao hospital, a esvair-me em sangue, os médicos disseram-me que se demorasse cinco minutos morria", contou ao CM.
26 de Março de 2008 às 00:30
Vítima, muito mal tratada, foi a conduzir até ao hospital de São Sebastião, na Feira
Vítima, muito mal tratada, foi a conduzir até ao hospital de São Sebastião, na Feira FOTO: Francisco Manuel
O empresário, que não quer ser identificado com medo de represálias, regressou ontem à tarde a casa, após três dias no Hospital de S. Sebastião. O golpe profundo de 15 centímetros que lhe atravessa a cabeça, suturado com vários pontos, mostra a violência da agressão para a qual não encontrou ainda explicação. 'Não consigo encontrar justificação. Talvez uma tentativa de assalto, não sei', diz, garantindo que não tem inimigos. 'Quem me conhece sabe que sou alegre e que me dou bem com toda a gente', ilustra.
Tudo se passou quando estacionava o carro no coberto ao lado de casa, pelas 3h30 de sábado. 'Estavam escondidos atrás de outro carro e mal eu saí do automóvel, apanharam-me por trás e esfaquearam-me no pescoço, com dois golpes. Como reagi, acabei por levar outra facada mais profunda na cabeça, dez no tronco e cinco nas mãos', explicou.
O empresário não sabe quantos eram os agressores, 'nem sequer se estavam encapuzados, ou se eram altos ou baixos. Foi tudo muito rápido, terminando quando consegui fugir para a luz e eles escaparam pelos campos', recorda.
Com a cara ensanguentada, entrou em casa e pediu ajuda à mulher, que já dormia. Chamaram os bombeiros, mas, ao olhar-se ao espelho, viu parte do escalpe arrancado, o sangue a espirrar, a camisa tingida de vermelho, entrou em pânico e nem esperou pela ambulância. 'Não sei o que me deu. Foi uma irresponsabilidade.Assustei-me',explica. Pegou nas chaves e arrancou a toda a velocidade para o hospital.
Com uma mão no volante e outra a limpar o sangue que escorria e lhe turvava a visão, conseguiu chegar à urgência, onde cinco horas antes tinha chegado outro empresário de outro lugardafreguesia,tambémesfaqueado na cabeça por um número indeterminado de assaltantes.
O caso está a ser investigado pela PJ do Porto.
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