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Correio da Manhã

Portugal
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Enfermeira que fazia abortos condenada a pena suspensa

Três anos de prisão com pena suspensa foi a pena aplicada a Margarida da Costa, a enfermeira de 58 anos que durante cerca de dois anos se fez passar por médica e realizou, pelo menos, dez abortos ilegais numa clínica clandestina, em Leça do Balio, Matosinhos. A sentença foi aplicada esta tarde pelo Tribunal de Matosinhos, que aplicou igualmente uma ano de pensa suspensa a outra arguida e absolveu uma terceira envolvida no caso.
8 de Fevereiro de 2011 às 15:59
Entrada para a clínica de aborto ilegal onde Margarida Costa foi apanhada em flagrante
Entrada para a clínica de aborto ilegal onde Margarida Costa foi apanhada em flagrante FOTO: Gisela Caridade

As mulheres estavama acusadas de dez crimes de aborto ilegal e usurpação de funções.

O julgamento decorreu sempre à porta fechada para proteger a identidade das testemunhas.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Margarida da Costa montou num apartamento um gabinete médico chamado ‘Clínica Mulher’. Era ali que recebia grávidas convencidas de que a unidade de saúde seria legal e que a gerente era efectivamente médica.

No falso consultório, Margarida realizava interrupções voluntárias da gravidez. Caso fossem grávidas com o período de gestação até às dez semanas, cobrava 450 euros. Se já tivessem ultrapassado as dez semanas de gestação, a interrupção custava 2 mil euros.

A clínica angariava clientes através de publicidade nas páginas amarelas ou na internet. Foi desactivada em Janeiro de 2009, após uma busca da PSP. Margarida da Costa foi apanhada em flagrante, quando fazia uma cirurgia.

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