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Correio da Manhã

Portugal
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Enfermeiros contestam precariedade laboral

Cerca de 30 enfermeiros manifestaram-se, esta quinta-feira, frente à Administração Regional de Saúde do Norte, no Porto, contra a precariedade contratual, denunciando casos de hospitais públicos que recorrem a recibos verdes e a empresas de trabalho temporário.
11 de Outubro de 2007 às 15:14
"Fazem contratos paralelos com empresas de trabalho temporário. Neste momento, estou com um desses contratos", afirmou um dos manifestantes, André Silva, enfermeiro no Hospital Joaquim Urbano, Porto.
Segundo aquele enfermeiro, a direcção do hospital não pode renovar os contratos com oito enfermeiros porque a ARS/Norte ainda não divulgou as quotas de contratação ao abrigo da nova legislação publicada em Julho.
Fátima Monteiro, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, referiu que na área do Grande Porto, existem "cerca de 400 enfermeiros atingidos por este impasse, 300 dos quais a trabalhar nos cuidados de saúde primários".
A dirigente sindical explicou que a nova legislação, que entrou em vigor em 1 de Agosto, impede os hospitais de manterem trabalhadores a prazo mais de um ano, o que levou as direcções das unidades a não renovarem os habituais contratos de três meses e a recorreram a soluções provisórias de contratação ainda mais precárias.
Enquanto a ARS/Norte não divulgar quantos profissionais (enfermeiros, médicos ou outros) cada unidade pode admitir, os hospitais vão continuar a recorrer a pagamento de salários contra recibo verde ou via empresas de trabalho temporário, acrescentou.
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