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Correio da Manhã

Portugal
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Engenheiro condenado pelo Tribunal de Bragança após 13 anos

Duas mortes numa obra, em 2005.
Tânia Rei 19 de Maio de 2018 às 09:08
Acidente no Solar dos Pimentéis, em 2005, na aldeia de Castelo Branco
Engenheiro em obra de construção civil
Construção Civil
Tribunal de Bragança
Acidente no Solar dos Pimentéis, em 2005, na aldeia de Castelo Branco
Engenheiro em obra de construção civil
Construção Civil
Tribunal de Bragança
Acidente no Solar dos Pimentéis, em 2005, na aldeia de Castelo Branco
Engenheiro em obra de construção civil
Construção Civil
Tribunal de Bragança
Um engenheiro civil foi condenado, esta sexta-feira, pelo Tribunal de Bragança, a três anos e nove meses de prisão, em pena suspensa por igual período, por infração de regras de segurança em obras. Em causa, um acidente de trabalho que vitimou dois operários. A decisão chega 13 anos depois.

O caso remonta a 5 de maio de 2005, no Solar dos Pimentéis, na aldeia de Castelo Branco, Mogadouro, ao início da manhã, quando Fernando Barbosa, de 36 anos e Paulo Barbosa, de 33, estavam a retirar escoras de uma parte da construção. A estrutura cedeu, provocando a morte dos dois irmãos por esmagamento. Com eles estava André Barbosa, sobrinho, à data com 20 anos, que ficou ferido.

No acórdão, dá-se como provado que a supressão no projeto de dois pilares na construção foi determinante para o colapso. Foi ainda sublinhado o facto de ter sido "usado sempre betão de espessura inferior" ao determinado. Alexandre Jerónimo, de 42 anos, foi o único dos cinco arguidos condenado.

O coletivo entendeu que, não tendo sido possível determinar quem deu as ordens para a alteração no plano das obras, o responsável é o diretor de obra.

PORMENORES 
Famílias indemnizadas
O engenheiro civil fica ainda obrigado ao pagamento de 60 mil euros de indemnização às famílias, da zona de Lousada. Terá ainda de pagar mais 20 mil euros a cada um dos demandantes do processo, nomeadamente os filhos e as viúva.

Exame de consciência
O juiz do processo que agora tem decisão referiu que espera que o acórdão sirva para "futuro exame de consciência" nas alterações em obras, "frequentes em todo o País" e sem medir as consequências, a fim de evitar novas tragédias.
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