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Correio da Manhã

Portugal
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Engravida filha e leva 12 anos

Quase todas as quartas-feiras e sábados de manhã, Maria (nome fictício), de apenas 13 anos, era violada pelo pai. O homem levava-a para a sala da casa e obrigava-a a manter relações sexuais.
14 de Outubro de 2010 às 00:30
A primeira violação aconteceu numa visita a casa de familiares
A primeira violação aconteceu numa visita a casa de familiares FOTO: direitos reservados

Durante mais de um ano, a menina foi abusada vinte vezes, até que em Abril de 2008 descobriu que estava grávida do próprio pai. Maria abortou, denunciou o violador às autoridades e aquele foi condenado, já em Abril deste ano, a 12 anos de prisão – pena que a Relação de Coimbra decidiu agora manter.

Para além do crime de abuso sexual, o arguido foi ainda condenado por durante anos maltratar a mulher e também por ter ameaçado a filha. O caso remonta a 2007, dois anos depois de o violador ter saído da prisão onde cumpriu uma pena por tráfico de droga. Durante uma visita com Maria a casa de uns tios, o pai violou-a pela primeira vez. Os abusos repetiram-se várias vezes já na casa da família, onde o arguido residia com a mulher e com mais três filhos do casal.

Durante a noite ou de manhã, o violador dirigia-se ao quarto da filha de 13 anos, levava-a para a sala, que se situava num piso inferior da casa, despia-a e obrigava-a a manter relações sexuais. Maria manteve sempre o silêncio – era frequentemente ameaçada pelo pai e temia o que ele pudesse fazer. Até que, a 24 de Abril de 2008, após uma ida ao médico, a menina descobriu a terrível verdade: esperava um filho do pai.

Apesar de a filha estar grávida, o homem continuou a esconder o crime que cometera. Ameaçou a menor e obrigou-a a dizer que o bebé que esperava era de um vizinho da família. A mãe da criança começou a desconfiar do marido e, após muita insistência, Maria contou-lhe a verdade. A mulher accionou de imediato a Comissão de Protecção de Menores, que retirou a menina de casa.

A menor acabou por abortar dias depois. Os exames ao feto comprovaram que o filho era do próprio pai. Em julgamento, o homem confessou o crime e disse que não conseguiu resistir, pois a filha "era uma rapariga fora do normal".

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