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Correio da Manhã

Portugal
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ENTRADAS À BORLA NA FEIRA POPULAR

A partir de hoje, e até 5 de Outubro, data em que fecha as suas portas durante dois anos, a entrada na Feira Popular é gratuita. Em 2005, um novo parque de diversões vai surgir no mesmo local mas reduzido em cerca de 50 por cento do actual.
1 de Setembro de 2003 às 00:00
As entradas serão gratuitas para os lisboetas se despedirem
As entradas serão gratuitas para os lisboetas se despedirem FOTO: Pedro Catarino
As entradas gratuitas destinam-se a "proporcionar uma última visita ao espaço de diversões mais conhecido e mais antigo de Portugal", de acordo com a administração da Feira Popular, a Fundação "O Século".
Neste último mês de actividade, continuarão os espectáculos diários, tal como o karaoke, de folclore e fado com vários artistas nacionais.
Desta forma, quem quiser poderá dizer adeus à "Casa do Terror", aos carrinhos de choque e aos carrocéis infantis. Mas não às famosas sardinhas. Essas, voltarão a abrir o apetite dos lisboetas já que a sua presença ficou garantida no protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação "O Século" que irá permitir a modernização do recinto.
TORRES DE ESCRITÓRIOS
Nos terrenos hoje ocupados pela Feira Popular, surgirão um hotel, torres de escritórios e um novo parque de diversões, reduzido para metade. O espaço a ocupar é o que se encontra em frente ao edifício Marconi.
Virado para a Avenida 5 de Outubro, terá estacionamento subterrâneo e uma galeria comercial em 50 por cento do recinto. Nos restantes, haverá divertimentos e churrasqueiras, com as sardinhas e os frangos assados, ao ar livre.
Os feirantes vão acompanhar o processo de reestruturação do espaço e serão indemnizados pela autarquia durante o período de encerramento do recinto.
Quanto à Fundação "O Século", terá a concessão do futuro parque, durante 99 anos, renováveis, para financiar a obra social que desenvolve no concelho de Oeiras.
Em 76 anos de existência a colónia balnear infantil da Fundação "O Século" já recebeu mais de 150 mil crianças desfavorecidas. Um trabalho que irá continuar a ser assegurado pelas receitas do futuro parque de diversões, tal como até agora. Até lá, a Câmara de Lisboa garante o financiamento.
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