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Correio da Manhã

Portugal
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“Envenenaram o vinho para matar”: mulheres denunciam crime à GNR

Atiram combustível para lagar com vinho em fermentação.
Luís Oliveira 17 de Outubro de 2019 às 02:03
Maria Figueiredo (esq.) e Maria Bastos no lagar que ainda tem o vinho que foi envenenado por desconhecidos
Maria Figueiredo (esq.) e Maria Bastos no lagar que ainda tem o vinho que foi envenenado por desconhecidos FOTO: José Luis Figueiredo/CMTV
"Quem fez isto era para nos fazer mal, podiam mesmo matar muitas pessoas. Envenenaram o vinho para nos matar, não tenho dúvidas disso", diz, revoltada, Maria de Fátima Bastos, residente em Cambra, no concelho de Vouzela, dona do vinho que estava num lagar a fermentar e que foi sabotado com combustível por desconhecidos. A GNR procura identificar os autores do crime, que poderão vir a ser indiciados por tentativa de homicídio.

Maria Bastos e Maria Celeste Figueiredo juntaram as uvas e decidiram fazer o vinho juntas. No sábado fizeram a vindima, no domingo pisaram e na segunda-feira quando iam para "dar a volta", uma segunda pisa, aperceberam-se de que algo estava errado. "Comecei a marchar e a pisar e senti de imediato um cheiro intenso a gasóleo e muita gordura à superfície", contou ao CM Maria Celeste Figueiredo, que chamou de imediato a sua sócia.

"Percebemos logo que nos tinham estragado o vinho de propósito. Mais grave do que isso é que o fizeram sem pensar nas consequências. Envenenaram o vinho que ia ser bebido por muita gente", acrescenta Maria Bastos.

As mulheres chamaram a GNR a quem fizeram queixa contra desconhecidos. Os militares recolheram uma amostra para análise, exame que determinará qual os produtos usados para estragar o vinho. O lagar onde as duas vizinhas fizeram o vinho fica num barracão sem porta. "Há gente capaz de fazer de tudo para ver as outras pessoas na miséria", lamenta Maria Bastos.
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