Foi pedido auxílio para a A8 quando acidente foi na A10. Ministério diz que pedido foi anulado mas bombeiros foram ao local em vão.
Equipa de ministra da Saúde erra no pedido de socorro 'por lapso'
O Ministério da Saúde (MS) admitiu no sábado que após o acidente sofrido pela ministra Ana Paula Martins, na sexta-feira, houve um erro no pedido de socorro por parte de “um membro do gabinete da secretária de Estado da Gestão da Saúde [SEGS]”, cujo carro seguia atrás do da ministra, ambos vindos de uma cerimónia em Coimbra. “Por lapso, nesse contacto com o INEM foi referida a A8 e não a A10 como o local do acidente”, admitiu o MS.
A tutela garante que “esse alerta foi, depois, anulado, uma vez que se considerou que ninguém apresentava ferimentos que justificassem o recurso a meios de emergência médica”. No entanto, os meios foram acionados. O comandante Hugo Jorge, dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, confirmou ao CM ter recebido um pedido do Centro de Orientação de Doentes Urgentes às 19h38, para fazer avançar meios para um despiste de um automóvel na A8, sentido Norte-Sul, antes da saída para Enxara/Sobral Monte Agraço. Foram acionados 12 bombeiros e quatro viaturas que “nada detetaram”.
Fonte da GNR também confirmou ter recebido o alerta às 19h38. A patrulha do Destacamento de Trânsito de Torres Vedras entrou na A8 e nada encontrou.
O MS diz que o acidente ocorreu na A10, junto a Sobral de Monte Agraço, devido a “condições meteorológicas desfavoráveis”, tendo a ministra e a assessora sido transportadas para o Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, no carro da SEGS. Já o motorista “ficou junto da viatura acidentada até a mesma ser rebocada e, depois, foi, também, transportado até ao hospital”. O MS justifica a ida para o S. Francisco Xavier por ser “a unidade com urgência polivalente mais próxima do acidente” e também “o hospital da área de residência” da ministra.
A assessora teve alta na sexta-feira, e a ministra e o motorista no sábado. A governante sofreu “traumatismo ao nível dos membros superior e inferior”, revelou a Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental.
Hospital exames detetaram feridas ligeiras e fraturas
O diretor da urgência do São Francisco Xavier, João Furtado, afirmou, na sexta-feira, que os exames às vítimas do acidente revelaram "feridas ligeiras, fraturas e outro tipo de traumatismos menores", mas estavam todos "hemodinamicamente estáveis" e ficariam em observação.
Frente danificada
O Ministério da Saúde diz que o acidente foi provocado pelas condições meteorológicas e que a viatura não capotou, mas a frente ficou danificada.
Ministra com pulseira amarela
O ministério garante que a ministra entrou "pelas urgências", recebeu "pulseira amarela" e foi observada numa sala "onde se encontravam outros pacientes". Na altura a espera era de 42 minutos.
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