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Correio da Manhã

Portugal
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“Era difícil ao comum mortal prever a queda"

Quatro estudantes respondem pela morte de três colegas, esmagados em abril de 2014.
Liliana Rodrigues 28 de Abril de 2017 às 08:28
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“Era difícil ao comum mortal prever a queda"
"Era muito difícil ao comum mortal, sem qualquer formação na área, poder prever que aquela estrutura pudesse ruir". A garantia foi repetida várias vezes, na quinta-feira, no Tribunal de Braga, por António Oliveira, engenheiro civil e professor da Universidade do Minho, que fez a peritagem ao muro que ruiu a 23 de abril de 2014, matando três caloiros, esmagados pela estrutura.

No banco dos réus estão quatro amigos das vítimas, que também eram caloiros de Engenharia Informática.

As famílias das vítimas confirmam que vão avançar com um processo cível contra a Câmara de Braga e o condomínio, que consideram ser os responsáveis pela tragédia, por negligência.

O perito afirmou ainda que a estrutura de betão - construída para servir de caixa de correio, mas que estava abandonada - "só ruiu porque houve ação externa sobre ela", nunca confirmando, no entanto, que foi o facto de os quatro arguidos terem subido ao muro que teve ação direta sobre a queda da estrutura, como sustenta a polémica acusação. "Se o carteiro já tinha avisado que estava em risco, alguém devia ter feito alguma intervenção", disse a testemunha.

Ao longo do dia, sete alunos do mesmo curso reviveram os minutos que antecederam a morte dos colegas.
Garantiram não ter visto qualquer dos arguidos a saltar sobre o muro e lembraram que a estrutura ruiu em segundos. "Fiquei com a perna presa debaixo do muro. Foram 20 minutos até ser solto pelos bombeiros", disse um aluno.
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