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Correio da Manhã

Portugal
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'Escândalo de fiéis' levou congregação a pedir fim da fundação Lusitânia

Em causa está um processo na justiça por uma burla com um empréstimo de mais de um milhão e meio de euros.
23 de Maio de 2019 às 21:54
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Em causa está um processo na justiça por uma burla com um empréstimo de mais de um milhão e meio de euros.
Um escândalo de fiéis poderá ter levado a congregação a pedir à arquidiocese de Braga o fim da Lusitânia. Em causa está um processo na justiça por uma burla com um empréstimo de mais de um milhão e meio de euros.

Em 2010, um construtor de Ovar indicou que um emigrante que fez fortuna na América no imobiliário estava disposto a doar 50 milhões de euros e dois prédios em Coimbra, já que não tinha herdeiros. Precisava, no entanto, que lhe fossem emprestados um milhão e 600 mil euros para libertar esses imóveis dos ónus que tinham na altura. 

O construtor deu como garantia vários armazéns em Albergaria-a-Velha, avaliados em quatro milhões de euros, e a congregação fez o empréstimo, mas as conservatórias negaram o registo da hipoteca. 

Os bens do construtor foram arrestados mas deixaram de existir devido a falências alegadamente fraudulentas. A Lusitânia tratou do caso na Justiça, em nome da congregação que tinha então a dívida milionária.

Já em 2015, o Tribunal de Aveiro condenou o construtor a devolver o valor, não chegando a ser executado. A Lusitânia foi entretanto extinta.
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