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Correio da Manhã

Portugal
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Escondeu o bebé no armário

'Marta’ (nome fictício), tinha confessado anteontem às autoridades, no Hospital Amadora-Sintra, que deitou o filho recém-nascido num contentor do lixo, na Praça do Relógio, em Rio de Mouro, Sintra, tal como ontem noticiou o CM. A polícia examinou a pente fino, todos os contentores, nas imediações da Praça do Relógio, mas nada encontrou,
18 de Novembro de 2007 às 00:00
A polícia examinou os contentores do lixo sem sucesso
A polícia examinou os contentores do lixo sem sucesso FOTO: Pedro Catarino
Pelas 23h00 de anteontem, e quando regressava após ter prestado declarações à polícia, o marido de ‘Marta’ achou o bebé, completamente formado, morto. “O corpo estava enrolado em toalhas e sacos plástico, dentro de um armário de roupa em sua casa,” avançou fonte policial.
O homem – que desconhecia por completo a gravidez – telefonou à GNR, a contar o que tinha achado dentro do armário. Tendo em conta, que o caso está entregue à Polícia Judiciária, esta tomou conta da ocorrência e deslocou-se à casa, para prosseguir com as investigações.
A autópsia irá apurar se o bebé nasceu morto ou se a mãe o matou após o parto. Caso se tenha passado esta última situação, ‘Marta’, de 24 anos, poderá ser acusada de infanticídio. A investigação, recorde-se, tentava encontrar um feto, ou um bebé completamente formado, dentro do interior de um contentor do lixo. A descoberta deita por terra o testemunho de ‘Marta’, que disse ter posto o filho num contentor.
“Tudo indica que o parto tenha sido natural. Há indícios que apontam no sentido de que a senhora teve o filho e escondeu-o em casa. Depois, quando estava internada, afirmou que tinha deitado a criança no lixo. Quando o marido foi a casa buscar roupa encontrou o bebé”, contou uma fonte policial.
PORMENORES
NADA SABIA
“Não há indícios que apontem para a cumplicidade do marido. Não é suspeito e desconhecia a gravidez”, contou ontem ao CM fonte policial.
VESTÍGIOS DE SANGUE
Uma popular acompanhou anteontem o trabalho da polícia científica. Segundo o seu testemunho, “um dos polícias achou logo estranho não terem sido encontrados quaisquer vestígios de sangue nos contentores”.
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