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Escritórios em chamas

Dois andares por cima do Centro Comercial das Olaias, em Lisboa, foram ontem devorados pelas chamas. O incêndio deflagrou no edifício cerca das 12h00, apanhou os funcionários desprevenidos, os vidros rebentaram e os escritórios arderam de forma intensa durante uma hora e meia.

17 de fevereiro de 2006 às 00:00

O fogo teve origem no segundo andar mas, minutos depois, já tinha partido os vidros e saído pelas janelas. “As chamas chegavam aos cinco ou seis metros de altura” e tomavam conta do terceiro piso, descreveu ao CM Humberto Matias, de 70 anos, porteiro do edifício.

Uma mulher inalou algum fumo, “foi atingida por estilhaços de vidro num braço e numa perna e transportada ao Hospital de São José, mas “apenas por precaução”. O seu estado de saúde “não inspira grandes cuidados”, adiantou fonte dos Bombeiros. Os funcionários do prédio em chamas – o n.º 3 da Rua Arantes e Oliveira – é que não ganharam para o susto. Não há registos de pânico, mas “a partir das 12h40”, altura em que os Sapadores chegaram, “14 pessoas tiveram de ser evacuadas”.

Maria dos Anjos Valente tem 57 anos e vive no prédio em frente. “Fui à janela, vi as chamas enormes, um grande manto de fumo negro, e algumas pessoas a passarem na cobertura do edifício. Cheirava muito a queimado”, recorda.

O escritório onde teve início o incêndio, no 2.º B, “está desactivado e para alugar ou vender”, segundo o porteiro. Aliás, “ainda ontem [quarta-feira] estiveram cá a ver o andar”.

Segundo apurámos, este incêndio terá tido origem num “curto-circuito”, mas a investigação está entregue à Polícia Judiciária, que recolheu provas no local. Antes disso, 20 elementos dos Sapadores de Lisboa, com a ajuda dos Bombeiros do Beato e Olivais, extinguiram o fogo às 13h23, entrando a partir daí em fase de rescaldo.

Por baixo, entre o Centro Comercial das Olaias e um restaurante chinês, tudo na mesma. Dois andares do prédio a arder, e dezenas de pessoas a almoçar calmamente. Como se nada se passasse

No rés-do-chão do edifício está instalado o Instituto Superior de Tecnologias Avançadas, com cerca de 500 alunos. Alguns, que estudavam para exames, tiveram de abandonar o local.

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