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Correio da Manhã

Portugal
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Escutas tramam engenheiro

O engenheiro informático Luís Maia Monteiro, acusado de ser o autor moral do homicídio do proprietário de um café da Cortiçada, Fundão, alegou em Tribunal que o crime foi praticado “sete meses depois do combinado” e que naquela altura – 10 de Junho de 2003 – já “tinha desistido da ideia” porque a relação entre ambos “tinha melhorado”.
12 de Dezembro de 2004 às 00:00
O engenheiro disse em Tribunal que desistiu do contrato
O engenheiro disse em Tribunal que desistiu do contrato FOTO: Luís Oliveira
No entanto, esta tese foi abalada pelos depoimentos dos agentes da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda e pelo testemunho de um agricultor que afirmou em Tribunal “que dois ou três dias antes do crime”, Luís Maia Monteiro “fez ameaças de morte” a Fernando Justo.
“Um dia em que fores beber água à fonte hás-de levar dois dias nos cornos”, foi a ameaça que Joaquim Miguel ouviu do engenheiro dirigida a Fernando Justo, dias antes deste ter sido executado perto do chafariz do largo da Cortiçada. Este depoimento exaltou Luís Monteiro que, visivelmente nervoso, pediu a palavra para dizer que era “mentira”.
Quanto às escutas telefónicas, os agentes da PJ afirmaram em Tribunal que “em nenhuma altura” Luís Monteiro disse “ter desistido de mandar matar, antes pelo contrário referiu-se à vítima como ‘o preto’ e com desprezo”. “Ele aceitou o crime perfeitamente, tinha pago para isso”, afirmou um dos agentes da PJ.
Depois do crime o engenheiro “ameaçou” os dois brasileiros (Cassio e Jerri) – acusados da autoria material do homicido – e negou-se a pagar a segunda tranche de uma morte contratada por 25 mil euros.
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