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Correio da Manhã

Portugal
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“Espaço de tensão”

Ao abandonarem a direcção da Associação de Municípios do Algarve (AMAL), na passada segunda-feira, os autarcas socialistas marcaram de forma crispada o arranque do ano eleitoral. O presidente da Federação do PS do Algarve, Miguel Freitas, acusa o presidente reeleito na AMAL de se "aproveitar da função para promoção pessoal e política". Macário Correia pede "educação e dignidade".
8 de Janeiro de 2009 às 00:30
Miguel Freitas acusa Macário Correia de usar a AMAL para “promoção pessoal”
Miguel Freitas acusa Macário Correia de usar a AMAL para “promoção pessoal” FOTO: Sandra Sousa Santos

Está dado o mote da contagem decrescente para as autárquicas, provavelmente, em Outubro. Macário Correia, também presidente da Câmara de Tavira (PSD), é o nome central nesta conjuntura política, por estar a ponderar uma candidatura em Faro. Miguel Freitas garante, no entanto, que a decisão de ruptura na AMAL não está relacionada com as autárquicas, acusando Macário Correia de ter transformado a associação num "espaço de tensão com enorme ineficácia", dando como exemplo a incapacidade de fazer a distribuição das 24 mil camas turísticas a construir na região, o que acabou por ser feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

"Mais do que partidarizar, o engenheiro Macário Correia estava a personalizar a AMAL. Não ouvia ninguém. Ele acha que a função é ele e aproveita-se disso para promoção pessoal e política", disse ao CM Miguel Freitas.

"A vida pública exige regras de dignidade e educação. Não faço comentários", respondeu Macário.

O presidente da Câmara de Tavira ainda está a reflectir sobre a candidatura a Faro: "A insistência é grande, mas não temos pressa". A concelhia de Tavira aguarda pela decisão, mas já procura alternativas, reconheceu Rui Horta, presidente da secção local do PSD.

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