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Correio da Manhã

Portugal
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Espanca cabo da GNR e rouba-lhe a arma

Uma simples operação de fiscalização de trânsito, na madrugada de sábado para domingo, na zona de Sintra, acabou por se tornar um verdadeiro pesadelo para um militar da GNR, de 28 anos. O cabo C.A. foi selvaticamente espancado na cabeça e encontra--se em situação clínica grave no Hospital de Santa Maria, Lisboa. O agressor roubou-lhe ainda a arma – com que fugiu – depois de a ter apontado ao militar.
11 de Agosto de 2009 às 00:30
Militar mandou parar carro e acabou agredido por homem munido de soqueira, que lhe levou ainda a arma
Militar mandou parar carro e acabou agredido por homem munido de soqueira, que lhe levou ainda a arma FOTO: Jorge Godinho

Depois de o carro ter parado, o homem esmurrou o militar com uma soqueira e deixou-o praticamente inconsciente, aproveitando tal facto para roubar a arma do militar do Destacamento de Sintra e fugir a pé, antes de os outros guardas o conseguirem interceptar.

Ao que o CM apurou, o agressor, de origem cabo-verdiana, seguia numa viatura com outros quatro homens – de idades compreendidas entre os 25 e 30 anos e da mesma nacionalidade. Deixou caído no chão um documento identificativo que, poderá, todavia, ser falso. No entanto, este já se encontra identificado pela Polícia Judiciária, que entretanto tomou conta da investigação.

Os outros quatro homens que seguiam no carro foram detidos no local (a operação stop foi montada na rotunda da Fervença, na Terrugem, Sintra).

A GNR montou, de imediato, uma verdadeira caça ao homem, mas este, aproveitando a escuridão da noite, escapou pela zona de mato que circunda a área, conseguindo fugir aos militares.

A vítima, natural da zona do Bombarral, que sofreu um afundamento do crânio e um traumatismo no pé, foi levada para o Hospital Amadora-Sintra, acabando por ser transferida, ao início da tarde de domingo, para a neurocirurgia do Hospital de Santa Maria. O cabo foi submetido a uma intervenção cirúrgica à cabeça e o seu estado de saúde tem evoluído favoravelmente.

POLÍCIAS AGREDIDOS EM GAIA

Dois agentes da PSP de Valadares, em Gaia, foram ontem agredidos por dois homens, um dos quais tinha estado na esquadra a fazer perguntas disparatadas.

O homem, de 25 anos, entrou nas instalações da polícia e perguntou várias vezes, com sotaque espanhol, onde estava. Depois de esclarecido, os agentes perceberam que o indivíduo era português, estava alcoolizado e mandaram--no sair. Pouco depois, um dos polícias que saía de serviço, sem farda, foi abordado pelo homem, que estava já acompanhados por um cunhado. Durante a breve troca de palavras, atacaram o agente e ainda um outro polícia que saiu esquadra para socorrer o colega. Os agentes sofreram várias escoriações no corpo e uma fractura na mão. Os agressores, ambos residentes em Valadares, foram detidos.

ENTROU NA GNR APÓS CUMPRIR SERVIÇO MILITAR

O militar de 28 anos, vítima das agressões, é natural da pequena aldeia de Zambujeira dos Carros, no concelho do Bombarral. Filho único, C.A. ainda reside na casa dos pais. Assim que cumpriu o serviço militar obrigatório, há aproximadamente seis anos, decidiu ingressar de imediato na GNR.

Há cerca de dois anos, acabou por se mudar para o Destacamento de Sintra, tendo, neste momento, a patente de cabo.

O Correio da Manhã esteve ontem na casa da família, mas a mãe do militar, visivelmente abalada, preferiu não tecer qualquer comentário sobre o sucedido.

PORMENORES

VÁRIAS LESÕES

As agressões ao militar deixaram-no com ferimentos graves na cabeça, mas teve também de ser assistido a lesões num dos pés.

TENTOU DISPARAR

Fonte da GNR contou ao ‘CM’ que o agressor puxou a culatra da arma e chegou a tentar disparar contra o cabo.

APENAS UM AGREDIU

Ao que tudo indica, apenas o agressor se envolveu na luta corpo a corpo com o militar. Os restantes quatro não ofereceram qualquer resistência.

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