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Correio da Manhã

Portugal

Espancada e violada em frente à filha bebé

Uma mulher de 24 anos foi violentamente agredida a murro pelo ex-companheiro na sua própria casa e obrigada a manter relações sexuais com ele enquanto a filha de ambos, uma bebé de 13 meses, assistia a tudo.
31 de Maio de 2007 às 00:00
A mulher foi agredida a murro e pontapé e obrigada a ter relações sexuais
A mulher foi agredida a murro e pontapé e obrigada a ter relações sexuais FOTO: Marta Vitorino
A jovem mulher residente numa pequena localidade de Albergaria-a-Velha, teve de receber tratamento hospitalar, devido a vários hematomas na zona da cabeça, mas a bebé não sofreu qualquer dano.
Os contornos deste caso foram contados ao CM pela mãe da vítima, que pede, no entanto, o anonimato para manter a privacidade da filha. “Ela está muito transtornada e com medo que a menina fique traumatizada. Para já, notamos que a bebé está agitada e que fica inquieta sempre que ouve alguma voz mais alta, mas temos esperança de que por ser ainda pequenina tudo passe”, salienta a mulher.
O ex-companheiro da filha, um homem de 30 anos com problemas de toxicodependência, está separado da jovem há cerca de meio ano, mas “nunca aceitou o fim da relação”.
No passado sábado, aproveitando o facto de ela estar sozinha em casa, pediu para ver a bebé e conversar. No entanto, as suas intenções seriam outras : “Agrediu-a com vários murros, deitou-a ao chão e violou-a, ali mesmo, com a menina a chorar e aos gritos”, recorda a mãe.
Segundo a progenitora, que reside com a filha e a neta, mas que não estava em casa no momento da agressão, “ele deixou-a toda ensanguentada e foi-se embora como se nada fosse”.
A jovem mulher nunca chegou a gritar por auxílio, pelo que na vizinhança ninguém se apercebeu de nada. “Avisou-me do que se tinha passado e fomos para o hospital”, lembra a mãe.
Apresentada queixa, a Polícia Judiciária de Aveiro deteve o indivíduo, que nos últimos tempos tinha obtido guarita num complexo desportivo de Mamodeiro, em Aveiro, onde guardava as instalações e prestava serviço de massagista desportivo. Presente a tribunal, saiu em liberdade, mediante apresentações bissemanais à polícia e a proibição de se aproximar da vítima ou da sua residência.
A mãe da jovem, que soube pelo CM que o indivíduo estava em liberdade, diz ter muito receio de que ele não cumpra as ordens e que possa voltar a ser violento com elas.
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