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Correio da Manhã

Portugal
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Espancado por não ter cigarro

Ao recusar um cigarro a um grupo de dez jovens, numa das artérias mais movimentadas de Vila Real de Santo António, na noite de segunda para terça-feira, Cláudio Romão, de 23 anos, nem sabia o que o esperava. "Não fumo." A resposta valeu-lhe 16 pontos no sobrolho, oito na perna direita, a cana do nariz partida e várias escoriações no corpo.
20 de Agosto de 2009 às 00:30
Cláudio Romão levou 16 pontos no sobrolho e oito na perna direita e ficou com a cana do nariz partida
Cláudio Romão levou 16 pontos no sobrolho e oito na perna direita e ficou com a cana do nariz partida FOTO: Nuno Jesus

Cláudio saiu de casa da namorada por volta das 00h45. Ao encontrar os rapazes, que, segundo a vitima, "aparentavam ter entre 15 e 19 anos", um dos jovens aproximou--se e abordou-o. "Quando eu disse que não tinha um cigarro o rapaz insultou-me e deu-me dois socos", conta. "Quando o agarrei, os outros vieram, atiraram-me ao chão e deram-me vários pontapés", descreve. "Havia muita gente na rua e eles só pararam de me bater com os gritos das pessoas que assistiam", recorda Cláudio.

"Quando me tentei levantar, vi uma poça enorme de sangue no chão, tive sorte pois, quem viu, ajudou-me até chegar a ambulância", acrescenta ainda a vítima.

Cláudio, estudante em Lisboa há alguns anos, reconheceu a cara de alguns do agressores e apresentou queixa na PSP. Acredita que o verdadeiro massacre a que foi sujeito é apenas mais um de um grupo que alegadamente ataca quem não é de V. R. Stº António. "Não tinham motivo para me bater mas pensaram que eu não era de cá e assim o crime passaria impune", acredita.

Luísa Currito, mãe da namorada de Cláudio, confessa estar preocupada com a situação. "Há que sensibilizar toda a gente para este tipo de violência gratuita, hoje foi o Cláudio, amanhã pode ser o filho de outra pessoa", desabafa.

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