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Correio da Manhã

Portugal

Espancados três alunos nos Pupilos do Exército

Agressores serão graduados de 16 anos. Uma das vítimas sofreu uma perfuração do tímpano e os pais apresentaram queixa na PJ.
Sérgio A. Vitorino 6 de Dezembro de 2014 às 10:02
Uma das crianças agredidas mostrou ao CM os ferimentos graves sofridos
Uma das crianças agredidas mostrou ao CM os ferimentos graves sofridos FOTO: João Carlos Santos e Filipa Couto/Arquivo

Um tímpano perfurado. A orelha quase solta. E graves hematomas em ambos os lados da face. Foi assim que ficou uma das três crianças de 11 anos que anteontem ao final da tarde foram agredidas por três alunos mais velhos no Instituto Pupilos do Exército, em Lisboa. Os pais apresentaram ontem queixa na PJ. O caso foi confirmado ao CM por fonte oficial do Exército, que adiantou já ter sido aberto um processo de averiguações.

"O meu filho foi agarrado por trás, na camarata, por um e esmurrado e esbofeteado de toda a maneira por outros dois. Os agressores são graduados [alunos mais velhos] de 16 anos. E teve de ser o meu filho a ligar-nos a chorar e em sofrimento porque dos Pupilos ninguém nos informou nem o transportaram ao hospital", acusa o pai do menor, interno no instituto, que ficou ferido com mais gravidade.

A criança foi levada ao hospital pelo pai, à noite, e ontem passou a tarde na PJ de Lisboa a apresentar queixa pelas agressões e pela omissão de auxílio de que são acusados os Pupilos do Exército. Foi ainda ao Instituto Nacional de Medicina Legal realizar exames para fazer prova das lesões. Os outros dois agredidos sofreram ferimentos menos graves e participaram ontem nas aulas.

Os pais desconhecem o motivo das agressões e temem não vir a descobrir. "Eles têm um código de silêncio muito forte. Os alunos não podem contar nada do que se passa dentro dos Pupilos. O meu filho vai sair daquela escola imediatamente", garante.

Fonte oficial do Exército confirma o caso. "Três alunos do 6º ano foram agredidos por outros mais velhos. Não ocultamos o caso e abrimos um processo de averiguações para apurar responsabilidades", explica. A mesma fonte garante que os pais das vítimas "foram avisados assim que o caso foi detetado".

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