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Correio da Manhã

Portugal
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Espanhóis ajudam nos fogos

Os incêndios de Pedras Lavradas, Covilhã, e Piódão, Arganil, foram ontem os pólos de maior preocupação dos bombeiros no combate aos incêndios florestais.
24 de Julho de 2005 às 00:00
O incêndio de Arganil continua a concentrar as maiores atenções
O incêndio de Arganil continua a concentrar as maiores atenções FOTO: Paulo Cunha (Lusa)
A meio da tarde chegava a Arganil o primeiro de dois aviões Canadair espanhóis mobilizados para o sinistro.
Ao início da noite os dois meios aéreos de Espanha já se encontravam em Vale Formoso, concelho da Covilhã, onde lavraram vários incêndios. Para além deste ainda se encontravam não circunscritos dois fogos em Pedras Lavradas e Silvares, este no vizinho concelho do Fundão.
Os incêndios que lavravam nos concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, sofreram ontem uma acalmia para descanso das populações do Piódão, Malhada Chã, Mourízia, Covença e Porto da Balsa, que nos últimos dias viveram situações de aflição e sobressalto com as chamas a rondarem as aldeias situadas na Serra do Açor.
Apesar das chamas terem causado menos preocupações do que nos dias anteriores, os reacendimentos, causados pelo vento que soprava forte, deixaram os bombeiros em estado de alerta nos dois concelhos. António Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, assumiu ontem o comando no terreno e mostrou-se mais optimista em relação ao controlo do incêndio. “Está melhor e esperamos circunscrever o fogo o mais rápido possível”. Confrontado com o facto do fogo se prolongar há uma semana, o comandante Simões justificou-se com “o terreno difícil e as condições atmosféricas, sobretudo vento forte e muito calor”, que se assumem como verdadeiros aliados das chamas. “As várias aldeias em perigo ao mesmo tempo obrigaram-nos a transferir meios de uma lado para o outro e atrasou o combate”, sublinhou.
Ao final da tarde, os bombeiros tentavam proteger várias casas na aldeia de Lavacolhos, Fundão.
FILME DO DIA
07h19: O dia de ontem amanhecia com cinco fogos não circunscritos em Portugal continental. À excepção do fogo de Cotaros, Monção, os outros transitavam de sexta-feira e eram os seguintes: Pedras Lavradas, Covilhã; Silvares, Fundão; Piódão, Arganil e Coucedeira, Seia.
12h54: A situação acalmava e a esta hora registavam-se apenas dois incêndios não circunscritos em Pedras Lavradas, Covilhã e Piódão, Arganil. No conjunto mobilizavam 416 bombeiros apoiados por 123 veículos e sete meios aéreos.
15h50: A situação piorava. Em duas horas a situação tornava-se preocupante em Constantim, Vale Fromoso, Silvares e Ferreiros. O número de fogos duplicava.
18h25: Os focos de preocupação eram: Arganil, Covilhã, Seia e Manteigas. Estes dois últimos obrigaram à interrupção da ligação entre Seia e a Covilhã, via Pedras Lavradas. O fogo lavrava em áreas de paisagem protegida do parque Natural da Serra da Estrela. A Arganil chegava o primeiro avião Canadair espanhol e esperava-se outro.
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