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Correio da Manhã

Portugal
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Espeta tesoura na ex-mulher

Um gesto instintivo de Maria José Carrasco, de 40 anos, residente em Vale da Venda, Faro, desviando o pescoço do golpe com uma tesoura empunhada pelo ex-companheiro, poderá ter-lhe salvo a vida.
10 de Setembro de 2011 às 00:30
Maria José Carrasco e a mãe, Maria de Fátima (à direita), receam que o agressor volte a atacar
Maria José Carrasco e a mãe, Maria de Fátima (à direita), receam que o agressor volte a atacar FOTO: João Henrique

O objecto cortante ficou espetado no seu peito, até ao cabo, a centímetros do coração, sendo a própria vítima, a esvair-se em sangue, a retirá-lo, na presença de uma filha de 15 anos e de uma sobrinha de onze.

O crime ocorreu, anteontem, cerca das 18h45, na casa habitada pela vítima, filhos e Maria de Fátima Carrasco, sua mãe, que estava dentro da residência.

"O Miguel foi buscar a tesoura a casa, escondeu-a nas calças e atacou-me, na rua, de surpresa, sem proferir palavra. A sua intenção era espetá-la no pescoço e matar-me", garante Maria José, que ‘culpa’ o álcool das agressões de Miguel Lopes, um cabo-verdiano de 46 anos, de quem está separada há sete. "Sóbrio é uma pessoa normal. Alcoolizado é do pior. Quando vivíamos juntos, por três vezes, apagou cigarros no meu corpo", conta a vítima, que tem duas filhas de outra relação, e um menor, de 11 anos, filho do agressor. "Há três anos, à porta de uma taberna, deu-me um soco, causando-me um hematoma num olho. Foi a tribunal e apenas pagou uma multa ", acusa Maria José, que diz "temer pela vida, se as autoridades não acautelarem futuras agressões".

O agressor, após o crime, refugiou-se na sua residência, onde foi detido pela GNR, sem oferecer resistência.

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