Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

Esquadra ficava vazia

Dois agentes da PSP de São João da Talha, Loures, foram anteontem impedidos pelos comandos da esquadra e da Divisão de Loures de se deslocarem a tribunal em serviço. Os polícias, indicados como testemunhas de detenções feitas por dois colegas, foram elucidados de que se fossem a tribunal, a esquadra ficaria sem efectivo suficiente para receber queixas da população.
10 de Junho de 2009 às 00:30
Divisão de Loures recusou que agentes fossem a tribunal
Divisão de Loures recusou que agentes fossem a tribunal FOTO: Tiago Sousa Dias

A denúncia foi feita ao CM pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP). As duas detenções que motivaram esta decisão realizaram-se entre a tarde de domingo (um eleitor preso por agressões a um polícia numa mesa de voto) e madrugada de segunda--feira (detenção por condução com excesso de álcool).

"Ao comunicarem as prisões, e os dois colegas que haviam arrolado como testemunhas, os polícias detentores receberam a indicação de que só eles poderiam ir a tribunal na segunda-feira de manhã e as testemunhas teriam de ficar para a tarde. Isto porque, se fossem os quatro de manhã, a esquadra ficaria sem efectivo", explicou ao CM José Mendes, presidente da ASPP de Lisboa. Fonte oficial da PSP qualificou ao CM esta decisão como "gestão de recursos humanos". "A esquadra tem 50 polícias, o suficiente para suprir as ausências de quatro que fossem em simultâneo a tribunal", referiu.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)