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Correio da Manhã

Portugal
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Esqueceu-se de abrir sepultura

Os familiares de uma mulher de 85 anos, que foi a enterrar na segunda-feira em Dardavaz, Tondela, estão indignados com o facto do cortejo fúnebre ter chegado ao cemitério e a sepultura não estar aberta.
2 de Fevereiro de 2005 às 00:00
O erro foi do coveiro que se esqueceu de abrir a cova. Perante a situação, o padre decidiu realizar as orações fúnebres às 11 horas, tendo o corpo ficado guardado numa arrecadação, paredes meias com a casa de banho.
Pelas 15 horas, o coveiro abriu a sepultura e meia hora mais tarde a urna desceu à terra, completando-se assim as exéquias fúnebres iniciadas quatro horas antes.
“Isto é uma coisa que nunca vi em lado nenhum. Tudo falhou. A Irene Costa não merecia que lhe fizessem isto depois de morta”, lamenta António Rodrigues, primo da falecida, que se mostra indignado com a “incompetência de algumas pessoas”.
Aníbal Figueiredo, o coveiro, está triste com tudo o que se passou e assume por inteiro as responsabilidades.
“Em 15 anos de profissão nunca me aconteceu nada igual. O agente da funerária veio ter comigo no domingo à noite, mas eu, não sei porquê, esqueci-me totalmente”, afirma Aníbal Figueiredo.
“Quando foram ter comigo deixei tudo e fui fazer a minha obrigação. Agora está tudo resolvido”, explica o coveiro.
O facto do caixão ter sido colocado numa arrecadação perto dos lavabos também deixou indignado António Rodrigues. “Podia ter sido posto numa Igreja que fica a 300 metros do cemitério”, salienta. Carlos Brás, o agente funerário, também lamenta o sucedido, mas adianta que “foi tudo tratado dentro da maior dignidade”. “Um erro pode acontecer a qualquer pessoa e o coveiro não foge à regra”, considera.
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