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Estado esquece tragédia e promessas ao Inter

Um ano depois do trágico acidente que vitimou quatro jovens atletas do Inter da Boavista, nenhum apoio material foi concedido por qualquer entidade pública a este pequeno clube de bairro de Braga.

12 de março de 2007 às 00:00

Apesar das promessas feitas na altura, pela Câmara de Braga e pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, o único apoio que, até hoje, a colectividade recebeu foi de natureza moral.

“Até agora ninguém nos deu qualquer ajuda material, financeira ou outra. O que recebemos, e que agradecemos, foi o apoio psicológico para as famílias, prestado na altura do acidente e nas semanas seguintes”, disse ao Correio da Manhã o ainda presidente da colectividade, Fernando Portela.

No violento desastre, o despiste de uma carrinha Ford Transit em que seguiam nove jogadores, morreram quatro atletas, um com 17 e três com 18 anos de idade.

Logo no local, perdeu a vida João Manuel Fernandes da Silva, conhecido por Peixinho, e no dia seguinte morreu João Silva, no Hospital de S. João, no Porto.

Os outros dois, Luís Filipe Costa Cunha e Tiago Miguel Fernandes, morreram nos dias 18 e 22 de Março, respectivamente.

Este acidente causou grande consternação na cidade de Braga e no País. Toda a gente pensou que o clube não resistiria, mas os dirigentes mantiveram os cargos e impediram a morte do Inter da Boavista.

“Estamos de luto, mas continuamos vivos”, disse ao CM Fernando Portela, sublinhando que, “em todos os jogos, os atletas lembram os companheiros falecidos”.

HOJE HÁ MISSAS DE HOMENAGEM

SEGURO

A carrinha acidentada não tinha seguro de circulação. No entanto, a colectividade possuía um seguro de frota que abrangia esta viatura. Fernando Portela disse ontem ao CM que o assunto foi resolvido, sem problemas, na altura do desastre.

MISSAS

Hoje, às 19h00, vai ser celebrada uma missa, na Capela de Nossa Senhora das Ânsias, em memória dos quatro jogadores falecidos: Peixinho, Jony, Tiago e Filipe. A direcção do Clube vai também homenagear os atletas falecidos há um ano.

HISTÓRIA

O Inter da Boavista tem 45 anos, na chamada Rua da Cónega, e dedica-se apenas ao futebol jovem. Tem cerca de 200 associados e um lugar na história da cidade. Agostinho Oliveira, ex-seleccionador, começou a jogar no Inter da Boavista.

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