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Correio da Manhã

Portugal
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Estado esquece vítimas de fogo que matou 11 pessoas em Tondela

Incêndio na Associação de Vila Nova da Rainha matou 11 pessoas.
Tiago Virgílio Pereira 11 de Janeiro de 2019 às 01:30
José Luís Lopes, de 56 anos, sofreu queimaduras graves nas mãos e na cara
Explosão seguida de incêndio em Tondela
Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
José Luís Lopes, de 56 anos, sofreu queimaduras graves nas mãos e na cara
Explosão seguida de incêndio em Tondela
Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
José Luís Lopes, de 56 anos, sofreu queimaduras graves nas mãos e na cara
Explosão seguida de incêndio em Tondela
Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
 Explosão seguida de incêndio em Tondela
José Luís Lopes vai outra vez ser operado. A sétima vez desde o incêndio de há um ano na Associação de Vila Nova da Rainha, em Tondela, que matou onze pessoas.

Luís, 56 anos, sobreviveu à tragédia mas sofreu queimaduras graves nas mãos, nas pernas e na cabeça. Ficou sem dedos.

Para ele, que chora quando fala das filhas de 18 e 23 anos, a desgraça não veio só. Perdeu a mãe, três dias antes da fatídica noite de 13 de janeiro que também lhe levou um irmão e o parceiro da sueca.

Desde então tudo mudou. Não tinha como a vida não alterar.

"A minha mulher teve de deixar de trabalhar. As minhas filhas sofreram muito. Tem sido tudo tão difícil. Sou forte, apesar de continuar a ter apoio psicológico, e não vou desistir. Tenho de lutar pela família e pelos amigos", diz, emocionado.

Vive entre tratamentos e com 500 euros mensais da Segurança Social. Mas o pior é que ninguém o ajudou.

"A mim e a todos os outros. Esqueceram-se de nós. Todos eles, o Estado e a câmara, ninguém quis saber", lamentou.

Um ano depois tenta reparar a dor da alma mas a revolta às vezes fala mais alto.

"Fui massagista desportivo durante 25 anos e era procurado por atletas. Hoje já não posso fazer nada disso e isso dói muito", esclareceu.

Para o futuro só deseja que a recuperação se faça depressa e com resultados, a bem da estabilidade familiar.

"Este ano vai, com certeza, ser melhor do que o passado. Desejo que o Estado olhe para isto como uma tragédia nacional e ajude, até porque não sei quem vai pagar as despesas hospitalares."
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