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Correio da Manhã

Portugal
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"Estava deitada no chão com o corpo todo queimado": explosão de gás atinge moradora

Mulher de 65 anos em estado crítico, no Hospital de S. João. Acidente aconteceu em Vila Nova de Famalicão.
Fátima Vilaça 19 de Novembro de 2019 às 09:18
Socorristas foram ao local do grave acidente, em Joane, no concelho de Famalicão
Explosão provocou danos até em vidros de automóveis
Tragédia ocorreu numa moradia
Socorristas foram ao local do grave acidente, em Joane, no concelho de Famalicão
Explosão provocou danos até em vidros de automóveis
Tragédia ocorreu numa moradia
Socorristas foram ao local do grave acidente, em Joane, no concelho de Famalicão
Explosão provocou danos até em vidros de automóveis
Tragédia ocorreu numa moradia
"Estava deitada no chão, com o corpo todo queimado. O marido tentava ajudá-la, mas ela só gritava e dizia que ia morrer." O testemunho é de José Dias, um dos primeiros vizinhos a socorrerem a mulher, de 65 anos, que esta segunda-feira de manhã sofreu queimaduras de terceiro grau em toda a superfície corporal, na sequência de uma violenta explosão em casa, em Joane, Vila Nova de Famalicão. Foi internada na Unidade de Queimados do Hospital de S. João, no Porto, a lutar pela vida.

Devido ao rebentamento, causado, ao que tudo indica, pela fuga de gás de um esquentador que já na semana passada tinha apresentado problemas, a casa ficou totalmente danificada. "Não tem condições para ser habitada", concluiu o adjunto do Comando dos Bombeiros Famalicenses, Joaquim Maciel, que acompanhou a peritagem dos técnicos da Proteção Civil.

Maria Costa, uma professora aposentada de 65 anos, foi a primeira a levantar-se, ontem de manhã. O marido e a filha ainda dormiam. A mulher terá aberto a torneira da água quente na cozinha e deu-se a explosão. Várias janelas rebentaram e seguiu-se um fogo que queimou as roupas que a mulher vestia.

"Eram 08h20, eu ainda estava em casa e ouvi um estrondo enorme, que abalou a minha casa. Saí à rua para ver o que se passava e vi vidros e partes de janelas na rua. Corri para ajudar", relata José Dias, que apagou o incêndio que consumia os móveis da sala. A mulher foi transportada de ambulância - ponderou-se o héli para Coimbra - para o Hospital de S. João, no Porto.
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