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Correio da Manhã

Portugal
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"Estava esfomeado": Refugiado infetado com covid-19 volta a supermercado em Loures vestido com fato de proteção

Homem foi transferido da base aérea da Ota, em Alenquer, para Loures após ter causado distúrbios.
Miguel Curado 17 de Maio de 2020 às 19:32
Refugiado infetado com covid-19 volta a supermercado em Loures
Refugiado infetado com coronavírus na Casa das Marés em Loures
Base aérea da Ota
Refugiado infetado com covid-19 volta a supermercado em Loures
Refugiado infetado com coronavírus na Casa das Marés em Loures
Base aérea da Ota
Refugiado infetado com covid-19 volta a supermercado em Loures
Refugiado infetado com coronavírus na Casa das Marés em Loures
Base aérea da Ota
Um dos cinco refugiados que foram transferidos da base aérea da Ota, em Alenquer, para uma instalação camarária, em Loures, voltou este domingo ao supermercado em Loures. 

O homem equipou-se com um fato de proteção e alegou estar "esfomeado". Devido à presença do homem, a loja foi novamente encerrada para a devida desinfeção. 

Na sequência desta situação, um grupo de pessoas deslocou-se esta tarde para a frente da Casa das Marés - onde estão os cinco infetados - a protestar contra a presença dos mesmos naquele local. 

Os populares contestam o grupo ser um perigo para a saúde pública e alegam que o refugiado que foi esta tarde apanhado no supermercado, ameaçou o funcionário que o denunciou à polícia.

Recorde-se que o grupo já tinha fugido este sábado sem alertar a direção e foi às compras.

Os estrangeiros, requerentes de asilo a Portugal, e que durante o período em que estiveram na Ota foram considerados os mais desordeiros, estiveram vários minutos no supermercado, e voltaram depois à Casa das Marés. Por essa altura, já a direção tinha feito queixa à PSP. Uma patrulha esteve na instituição e identificou os refugiados. Foi-lhes dito que estão obrigados a cumprir um período de quarentena, que os obriga a não saírem à rua.

Por falta de flagrante delito os cinco homens não foram presos - apenas identificados. A PSP fez participação da situação ao Ministério Público, que poderá constituir arguidos os cinco homens pelos crimes de desobediência e propagação de doença contagiosa. A PSP informou o supermercado da presença dos infetados. A gerência da loja resolveu fazer sair algumas pessoas (funcionários e clientes), fechar o espaço, que estava este sábado à noite a ser desinfetado.

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