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Correio da Manhã

Portugal
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Estou farto de ser perseguido

“Estou farto de ser perseguido”. É desta forma que o médico José Maria Tallon comenta a notícia ontem vinda a público de um processo instaurado pela Ordem dos Médicos.
13 de Setembro de 2005 às 00:00
Em causa está, ao que tudo indica, uma entrevista à revista ‘Tempo’, na qual José Maria Tallon terá alegadamente feito publicidade a um novo tratamento de antienvelhecimento conhecido por Isolagen. Cinha Jardim é, ao que consta, uma das pacientes. José Maria Tallon afirma que tudo não passa de um “absurdo”, diz que não se lembra de ter dado nenhuma entrevista à revista em causa e desabafa: “Estou farto de ser perseguido. Já tive vários processos, mas todos acabaram por ser arquivados por falta de provas”, diz.
Quem deu pela alegada infracção do médico terá sido o Conselho Regional Sul da Ordem, que logo enviou uma queixa para o conselho disciplinar, que por sua vez redigiu e enviou a notificação a Tallon. De acordo com o regulamento da Ordem, nenhum médico pode fazer publicidade directa ou indirecta à sua profissão ou aos seus métodos. Contactado pelo CM, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, não quis comentar o assunto, mas confirmou que a notificação já foi enviada e que o processo seguirá agora as suas vias normais,
José Maria Tallon diz estar de consciência tranquila e garante que nunca na sua vida fez comentários ou declarações que colocassem em causa o código deontológico dos médicos. Tallon diz que ainda não sabe se o que veio a público é verdade e garante que ainda não recebeu nenhuma notificação. “A ser verdade este processo, vou, obviamente, contestá-lo”, adiantou ao CM.
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