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Correio da Manhã

Portugal
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Estrangulada com saco de plástico (ACTUALIZADA)

Sem roupa, com um saco de plástico na cabeça e sinais de estrangulamento. Foi assim que o marido e os três filhos de Olga, prostituta de 49 anos e residente em Vila D’Este, encontraram o corpo da mulher, às 07h00 de ontem, no meio do mato, frente ao Hospital Eduardo Santos Silva, em Gaia.
19 de Setembro de 2009 às 00:30
Um sem-abrigo - na foto à conversa com uma amiga da vítima - que costuma estar junto ao local do crime garante que nada viu de suspeito
Um sem-abrigo - na foto à conversa com uma amiga da vítima - que costuma estar junto ao local do crime garante que nada viu de suspeito FOTO: Sónia Caldas

As autoridades investigam a eventual ligação entre esta morte violenta e o homicídio de uma outra prostituta – amiga de Olga – que ocorreu no mesmo local em 2001. Na altura, o corpo de Maria de Lurdes Silva, 34 anos e residente em Vilar de Andorinho, tinha indícios de estrangulamento e violação. As suspeitas recaíram sobre os dois irmãos da vítima, que foram detidos e posteriormente libertados. Até hoje não se conhece o autor do crime.

O marido de Olga também não tem suspeitas sobre quem terá sido o homicida da esposa, até porque não lhe conhecia inimigos. A vítima estava desaparecida desde as 18h00 de anteontem, altura em que ficou incontactável. Preocupados, o marido e os filhos percorreram os sítios onde Olga podia estar a trabalhar. Ao início da manhã procuraram pelo meio do mato que fica mesmo em frente às Urgências do hospital e encontraram o cadáver. 'Ouvi gritos de desespero. Até achei estranho por ser àquela hora', contou ao CM o segurança do estacionamento que fica ao lado do local do crime.

Olga é recordada pelos amigos e vizinhos como uma pessoa comunicativa, bem-educada e simpática. O sem-abrigo, que está sempre na rua em frente ao mato, garante que nada ouviu, senão 'tinha ido ajudar'.

Na Pastelaria Monte Doce, onde Olga costumava tomar café todos os dias, a surpresa era grande. 'Esteve aqui ontem com o marido, por isso nem queria acreditar quando soube o que se passou', relata Diamantino Almeida, dono da pastelaria. Acrescenta que a vítima evitava conflitos e nunca se envolvia em problemas.

OUTROS CASOS

MAIO DE 2008

Isa, 36 anos, foi morta em pleno acto sexual por um cliente na rua Agostinho Lourenço, em Lisboa. O homem, um antigo motorista que dormiu dez dias ao lado do cadáver, foi condenado a 11 anos de cadeia pelo homicídio.

OUTUBRO DE 2004

Uma prostituta, de 35 anos, foi asfixiada junto à antiga lota de Aveiro. O corpo foi descoberto por um popular 24 horas depois. Na altura, os vizinhos garantiram não ter visto nada de estranho. Ainda não se conhece o culpado.

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