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Correio da Manhã

Portugal
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Estripador: Selecção dos jurados para julgamento começa dia 11 de Julho

O Tribunal de Aveiro marcou para o dia 11 de Julho o início do processo de selecção dos jurados para o julgamento do alegado 'estripador de Lisboa', acusado do homicídio de uma jovem em 2000, anunciou esta quinta-feira fonte judicial.
28 de Junho de 2012 às 12:48
O Tribunal de Aveiro marcou para o dia 11 de Julho o início do processo de selecção dos jurados para o julgamento do alegado 'estripador de Lisboa'
O Tribunal de Aveiro marcou para o dia 11 de Julho o início do processo de selecção dos jurados para o julgamento do alegado 'estripador de Lisboa' FOTO: d.r.

Numa primeira fase, serão escolhidas cem pessoas, seleccionadas de forma aleatória nos cadernos eleitorais do concelho de Aveiro, onde terá decorrido o crime.

Posteriormente, será feito um sorteio para escolher 18 cidadãos e, deste grupo, o presidente do colectivo de juízes escolhe oito, quatro deles para efectivos e outros quatro para suplentes do tribunal de júri.

No mesmo dia, serão também agendadas as sessões para o início do julgamento, que se estima que venha a começar após as férias judiciais de verão, provavelmente durante o mês de Setembro.

O julgamento com tribunal de júri foi pedido pelo Ministério Público (MP) e será presidido pelo juiz Vítor Soares, do Tribunal de Aveiro, a quem foi sorteado esta semana o processo.

As juízas Eduarda Vila Chã e Ana Cláudia Cáceres completam o colectivo de juízes que julgará este caso.

José Guedes, que se assumiu como o 'estripador de Lisboa', foi detido em Novembro do ano passado pela Polícia Judiciária, por ser o principal suspeito da morte de uma jovem em 2000, nos arredores da cidade de Aveiro.

O arguido, que se encontra detido no estabelecimento prisional de Aveiro, está acusado pelo MP de um crime de homicídio qualificado.

Segundo o despacho de acusação, assinado pelo procurador Jorge Marques, da comarca do Baixo Vouga, em data incerta, mas anterior às 17horas de 16 de Janeiro de 2000, José Guedes abordou a vítima no lugar da Póvoa do Paço, em Esgueira, com o pretexto de com ela manter relações sexuais remuneradas.

A jovem terá então sido conduzida a uma casa isolada em construção, na Rua dos Poisios, onde alegadamente José Guedes lhe desferiu diversos golpes que a atingiram na cabeça e lhe apertou o pescoço, causando-lhe lesões fatais.

O MP concluiu que o arguido agiu livre e conscientemente, com intuito de a matar.

 

 

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