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Correio da Manhã

Portugal
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ESTUDOS DE RISCO SÍSMICO PARADOS POR FALTA DE VERBAS

O Algarve, a mais importante região turística portuguesa e uma das principais zonas sísmicas do País, continua sem um estudo de riscos nessa área, apesar de os esforços encetados há anos. A ‘tradicional’ falta de verbas levou à situação de incógnita vivida actualmente, com a gravidade acrescida de que um sismo é um fenómeno natural imprevisível.
6 de Novembro de 2004 às 00:13
A situação foi levantada por Carlos Sousa Oliveira, do Instituto Superior Técnico, no âmbito do seminário sobre o ‘Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa’, da iniciativa do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e que hoje encerra em Oeiras.
O ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, que esteve presente na abertura do seminário, reconheceu que as medidas existentes para minimizar os riscos sísmicos “não são muitas”, até porque os planos ainda não estavam concebidos.
No que se refere à área de Lisboa, outra das de maior risco sísmico em Portugal Continental, o presidente do SNBPC, general Paiva Monteiro, admitiu que os planos agora apresentados só estarão concluídos dentro de dois ou três anos.
Para a elaboração dos planos, Paiva Monteiro defendeu uma articulação dos serviços centrais de protecção civil com as autarquias e os agentes da protecção civil. Medidas complementares para a minimização de riscos passam ainda por medidas de prevenção na construção, ordenamento do território e de autoprotecção.
O presidente do SNBPC chamou ainda atenção para a necessidade dos planos serem testados regularmente, até devido às mutações constantes das características populacionais, sobretudo nos concelhos limítrofes de Lisboa. Recorde-se que o estudo dos riscos sísmicos da Região de Lisboa foi efectuado em 1997, com base em dados de 1991.
Apesar de tudo, Paiva Monteiro considerou que Portugal tem uma boa capacidade de resposta, embora tudo dependa da dimensão da catástrofe.
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