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Correio da Manhã

Portugal
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Etarra condenado a 12 anos de prisão

O etarra Andoni Fernandes foi esta sexta-feira condenado a 12 anos de prisão, pelo Tribunal das Caldas da Rainha, em cúmulo jurídico.
6 de Janeiro de 2012 às 16:11
Andoni Fernandes conheceu a sentença esta sexta-feira
Andoni Fernandes conheceu a sentença esta sexta-feira FOTO: Carlos Barroso

O alegado etarra foi condenado pelos crimes de adesão a associação terrorista  (nove anos), detenção de arma proibida (explosivos) com vista à prática  de terrorismo (cinco anos), três crimes de falsisifcação de documentos,  um crime de furto de veículo (oito meses) e outro de coacção e resitência  (oito meses), este último relativo à fuga e tentativa de atropelamento de  um elemento da GNR durante uma a uma operação 'STOP'.  

O juiz presidente, Paulo Coelho, considerou que a detenção de explosivos era o crime mais grave "pela perigosidade inerente e pelo local escolhido pelo arguido para ter esses explosivos", uma vez que - acrescentou -, "se tivesse havido uma explosão as consequências podiam ter sido catastróficas". 

Andoni Zengotitabengoa Fernandez, que habitou uma casa em Óbidos onde foram descobertos 1.500 quilos de explosivos, começou a ser julgado no Tribunal de Caldas da Rainha a 13 de Setembro e estava acusado de dois crimes de furto qualificado, nove crimes de falsificação e um crime de detenção de arma proibida, todos com vista à prática de terrorismo e ainda um crime de resistência e coacção sobre funcionário.  

Durante as alegações finais, o Ministério Público pediu o agravamento da acusação para o crime de apoio e adesão a organização terrorista (punido  com uma pena até 15 anos de prisão) e a condenação do arguido, em cúmulo  jurídico, "a uma pena elevada". 

ADVOGADO DE DEFESA VAI RECORRER

 

O advogado de defesa de Andoni Zengotitabengoa Fernandez anunciou que vai recorrer do acórdão considerando "elevadíssima" a pena de 12 anos de prisão.  

 

José Galamba admitiu ainda a hipótese de pedir a nulidade do julgamento por considerar que podem ter sido feitas buscas ilegais na casa de Óbidos, onde foram descobertos 1.500 quilos de explosivos.    

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