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Correio da Manhã

Portugal
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“Eu pensei que o prédio ia cair”

Vidros partidos, portões arrancados, paredes pelos ares e até panelas no telhado, foi o cenário que ficou após uma explosão de gás, ontem de manhã, numa cozinha situada nas traseiras de uma casa, na rua Coto da Pena, em Vilarelho, Caminha.
30 de Novembro de 2012 às 01:00
Rebentamento num anexo, ontem de manhã, causou estragos em oito habitações
Rebentamento num anexo, ontem de manhã, causou estragos em oito habitações FOTO: Fátima Vilaça

O rebentamento, que provocou danos avultados em oito habitações, foi ouvido a mais de seis quilómetros do local. Ninguém ficou ferido.

Os proprietários da casa não têm seguro, mas comprometem-se a pagar todos os danos. A Polícia Judiciária afastou a hipótese de crime.

"Vi um clarão, seguido de um estrondo enorme. Parecia um terramoto. Pensei que o prédio vinha abaixo", contou ao CM, ainda em sobressalto, a vizinha Herculana Couchinho.

O rebentamento aconteceu às 09h30 e gerou pânico entre os moradores da pacata rua à entrada da vila de Caminha.

A explosão, que se terá ficado a dever a uma fuga de gás num anexo fechado nas traseiras da casa nº 203, em Vilarelho, deixou marcas em várias moradias no bairro. "Nenhum vidro da minha casa ficou inteiro. Até o portão saltou da garagem", declarou ao CM João Rocha, dono da casa mais próxima.

Maria do Céu Fernandes, dona da moradia onde se deu a explosão, estava no quarto no momento do rebentamento. "Ouviu o barulho e nem reagiu. Estava em pânico", disse ao CM o marido, Vítor Fernandes.

Foram dois vizinhos que, temendo a derrocada da moradia, levaram a antiga professora para fora de casa.

CAMINHA EXPLOSÃO PJ PÂNICO
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