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Correio da Manhã

Portugal
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Europa louca atrás dos 113 milhões de euros

Os responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da espanhola Lotarias e Apostas do Estado ou da suíça Lotaria Romanda têm razões de sobra para esfregarem as mãos de contentes.
24 de Julho de 2005 às 00:00
Apostas em Portugal no Euromilhões, esta semana, vão render à Santa Casa perto de 38 milhões de euros
Apostas em Portugal no Euromilhões, esta semana, vão render à Santa Casa perto de 38 milhões de euros FOTO: Enric Vives-Rubio
Os nove países aderentes ao Euromilhões registam uma febre de apostas que semana a semana contagia mais jogadores na perseguição ao jackpot – cujo valor base para a extracção de sexta-feira é de 113 milhões de euros.
Na última edição, quando estiveram em jogo quase 100 milhões de euros, o total de receitas do Euromilhões foi de 132,8 milhões de euros (das quais 36,5 obtidos em Portugal). Este é um valor 43 por cento mais elevado que o pico anterior de 93 milhões de euros que foi registado a 8 de Abril último, quando um português residente em Sierre, na Suíça, conquistou o maior prémio até hoje atribuído, no valor de 64 milhões de euros.
Entregue um jackpot, as receitas do Euromilhões caem então para valores na casa dos 50 milhões de euros, a exemplo do que aconteceu na extracção de 4 de Março. Para a semana que hoje começa, a Santa Casa prevê arrecadar um máximo de 38 milhões de euros.
Para jogar no Loto europeu a escolha recai em cinco de um total de 50 algarismos e dois números de estrelas num total de 9. A possibilidade de acertar no Euromilhões é portanto difícil, com um grau de probabilidade de uma entre cada 76,2 milhões de combinações, para acertar no primeiro prémio.
O loto europeu tem assim uma forte margem de crescimento na atribuição do jackpot no sentido de se aproximar dos prémios multimilionários praticados nos Estados Unidos.
O prémio mais elevado já atribuído do outro lado do Atlântico foi em Maio de 2000 quando a lotaria ‘Big Game’ entregou a dois totalistas 352,8 milhões de euros (cerca de três vezes mais o prémio neste momento a jogo na Europa).
O maior jackpot atribuído a um só totalista foi no loto norte-americano ‘Powerball’, em Dezembro de 2002. O contemplado, residente na Virgínia Ocidental, arrecadou 252 milhões de euros. Acertar no ‘Powerball’ é ainda mais difícil do que no Euromilhões: o grau de probabilidade é de uma em cada 120 milhões de combinações. Para jogar, o apostador escolhe cinco números entre um lote de 53 algarismos designados de bolas brancas. E um outro número de um lote de 42 algarismos (bolas vermelhas). A sorte parece mesmo ser a regra máxima destes lotos milionários, e nisso os portugueses não se podem queixar. Os três maiores prémios atribuídos no Euromilhões são nossos (ver infografia).
SEMANA MAGRA DE PRÉMIOS
Na última edição do Euromilhões, quando estava em jogo um jackpot que atingiu perto de cem milhões de euros, a sorte não foi amiga dos portugueses.
À ausência de totalista juntou-se a falha de atribuição de segundos prémios. Os quatro vencedores, que arrecadaram cada cerca de 1,2 milhões de euros, foram dois do Reino Unido, um da França e um da Áustria.
No terceiro prémio, os portugueses foram igualmente pouco certeiros. De um total de 16 premiados, só dois foram nacionais, recebendo cada um 87 mil euros.
Nesta semana de jogo, os portugueses gastaram 36,5 milhões de euros. Preencheram 5 385 495 boletins, nos quais fizeram 18 283 655 apostas. A procura atingiu tais proporções que à terceira semana de possibilidade de jogar no Euromilhões pela internet o sistema não suportou a carga, pelo que às 15h00 de sexta-feira foi interrompido, reiniciando 15 minutos depois.
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